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POLÍTICA & PODER Domingo, 20 de Junho de 2021, 09:20 - A | A

Domingo, 20 de Junho de 2021, 09h:20 - A | A

TRIBUNAL DE CONTAS

Pesquisa aponta que 89% dos servidores se sentiram acolhidos durante teletrabalho

O estudo, coordenado pela Escola de Contas Públicas do Tribunal do Espírito Santo (TCE-ES), engloba 32 Tribunais de Contas do país

Redação

Quase 90% dos servidores do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) se sentiram acolhidos pela instituição durante o período de teletrabalho. A porcentagem aponta ainda que, para eles, houve preocupação do órgão com bem-estar em relação a sua saúde. É o que mostra a Pesquisa para Subsidiar a Elaboração de Propostas de Diretrizes para a Modalidade de Teletrabalho, divulgada pelo Comitê de Gestão de Pessoas do Instituto Rui Barbosa (IRB).

O estudo, coordenado pela Escola de Contas Públicas do Tribunal do Espírito Santo (TCE-ES), engloba 32 Tribunais de Contas do país e foi realizado entre os dias 8 e 14 de março deste ano. Além dos dados sobre teletrabalho, o documento traz indicadores sobre competências técnicas e gerenciais e sinaliza o comportamento emocional do grupo de respondentes durante a pandemia de Covid-19.

Em regime de teletrabalho desde março de 2020, quando a doença avançou pelo Brasil, o Tribunal vem buscando, por meio da Secretaria Executiva de Gestão de Pessoas/ Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho, soluções para garantir a segurança de seus servidores e a prestação ininterrupta de serviços.

Neste contexto, vale destacar que 66.1% dos colaboradores apontaram que o TCE-MT ofereceu apoio em serviços de atendimento durante o período, sendo 44,7% relativos a médico, 9,8% à psicólogo e 11,6% à serviço social.

Além disso, 93% dos entrevistados constatou que órgão elaborou uma regulamentação específica ou ajustou o regulamento existente acerca desta modalidade de trabalho.

Cenário no qual a comunicação por e-mail, whatsapp, zoom, teams, google, por exemplo, facilitou o desenvolvimento das atividades, segundo a avaliação de 97% dos servidores. Do total, 49% disseram que as ferramentas contribuíram extremamente; 38% disseram que contribuem bastante; 6% disseram que contribuem moderadamente; 5% disseram que contribuem um pouco e 3% disseram que não contribuem nem um pouco.

Quanto à carga horária, 51,4% deles considera que não houve alterações, 11,5% que houve necessidade de maior carga horária, pois ocorreu aumento de produtividade, 9,6% que houve necessidade de menor carga horária, pois ocorreu diminuição de demandas, 10,5% considera que houve necessidade de maior carga horária para atender a mesma quantidade de demandas e 9,2% não tem parâmetros (por ingresso/relocação em 2020).

Para 90% dos servidores do TCE-MT há alguma forma de acompanhamento das atividades e entregas. O meio utilizado para esse acompanhamento, segundo 62% deles, é o sistema disponibilizado pelo Tribunal, enquanto que, para outros 36%, é a planilha criada pela área e, para 2%, aplicativos específicos, como o Trello.

Os dados agora, serão repassados às unidades responsáveis pelo desenvolvimento e capacitação dos servidores e área de Gestão de Pessoas. O estudo completo pode ser conferido aqui.

Metodologia utilizada

A pesquisa contou com 83 perguntas, e com 7.555 respondentes, de um total de 20.4131 servidores ativos com algum vínculo de trabalho com os tribunais. Ou seja, a amostra contém 37% do total da população, assegurando nível de confiança de 99% e erro amostral de 5%. Para que pudessem ser avaliados em relação ao período da Pandemia da Covid– 19, os resultados foram agrupados em antes, durante e após a pandemia.

Elaborado de acordo com a teoria da Psicologia Positiva, postulado desenvolvido pelo psicólogo norte-americano Martin Seligman, o levantamento tem o objetivo de destacar a importância de se observar os sintomas advindos da combinação de emoções negativas (ansiedade, medo, angústia, desânimo, tristeza) com esgotamento mental e dificuldades para dormir, que impactam resultados e engajamento no trabalho.

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