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POLÍTICA & PODER Sexta-feira, 22 de Julho de 2016, 08:18 - A | A

Sexta-feira, 22 de Julho de 2016, 08h:18 - A | A

ANTITERROR HASHTAG

PF faz busca e apreensão em Mato Grosso durante Operação Hashtag

Por sigilo, polícia não divulgou cidade onde mandado foi cumprido. Operação batizada de Hashtag foi deflagrada a 15 dias da Rio 2016.

G1/MT

A Polícia Federal cumpriu nesta quinta-feira (21) um mandado de busca e apreensão no estado de Mato Grosso em uma operação sigilosa de combate ao terrorismo. A 15 dias do início das Olímpiadas no Rio de Janeiro, a operação batizada de Hashtag foi deflagrada em todo o país. Ao todo, a polícia prendeu dez pessoas em sete estados e cumpriu 19 mandados de busca e apreensão no país. Por causa do sigilo na operação, a cidade onde o mandado foi cumprido, em Mato Grosso, não foi divulgada pela polícia.

Foram as primeiras prisões no Brasil com base na recente lei antiterrorismo, sancionada em março pela presidente afastada, Dilma Rousseff. Também foram as primeiras detenções por suspeita de ligação com o grupo terrorista Estado Islâmico, que atua no Oriente Médio, mas tem cometido atentados em várias partes do mundo.

O governo e a PF não divulgaram os nomes dos detidos nem para onde eles foram levados.

Além das prisões, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em dez estados – São Paulo (8); Goiás (2); Amazonas (2); Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Paraíba, Ceará, Minas Gerais e Mato Grosso (um em cada). Houve ainda duas conduções coercitivas, em São Paulo e Minas Gerais.

 

 

 

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse em entrevista coletiva que os investigados na operação não tiveram contato com membros do Estado Islâmico e que se trata de uma "célula absolutamente amadora", porque não tinha "nenhum preparo".

Moraes disse que o grupo mencionava a intenção de comprar um fuzil AK-47 em uma loja clandestina no Paraguai.

 

Ainda segundo o ministro, os investigados na operação, batizada de Hashtag, nunca tinham se encontrado pessoalmente e eram monitorados há meses pela polícia. Eles costumavam se comunicar pela internet, por meio dos aplicativos de mensagem instantânea WhatsApp e Telegram.

Segundo o Ministério da Justiça, os investigados na operação responderão individualmente pelos crimes de promoção de organização terrorista e realização de atos preparatórios de terrorismo. A pena para o primeiro crime é de cinco a oito anos de prisão, além do pagamento de multa.

 

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