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AGRONEGÓCIO Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2026, 08:58 - A | A

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Aprosoja Mato Grosso realiza 1º Giro de Pesquisa no Vale do Guaporé

Aprosoja-MT

O 1º Giro de Pesquisa do Vale do Guaporé foi realizado nesta quarta-feira (11.02), em Pontes e Lacerda, reunindo produtores rurais, estudantes, consultores e pesquisadores da região. Promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e pelo Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), o evento teve como objetivo aproximar os produtores das pesquisas científicas desenvolvidas no Vale do Guaporé, fortalecendo a troca de informações e ampliando o acesso ao conhecimento técnico aplicado à realidade do campo.

Durante a programação, os participantes visitaram estações de pesquisa que abordaram temas estratégicos para a produção agrícola no Vale do Guaporé, como adubação e nutrição do solo, uso de reguladores de crescimento, fitossanidade e a vitrine de cultivares de soja, com foco em manejo, população de plantas e estratégias para a maximização da produtividade. O evento foi encerrado com a palestra do pesquisador Sérgio Brommonschenkel, que abordou o quebramento de haste na cultura da soja e seus impactos no manejo e na produtividade.

O diretor administrativo da Aprosoja Mato Grosso, Diego Bertuol, destaca que a iniciativa de desenvolver pesquisas direcionadas ao Vale do Guaporé surgiu a partir de uma demanda apresentada pelos produtores da região à entidade. A partir disso, a Aprosoja Mato Grosso se mobilizou para atender às necessidades locais e fortalecer o suporte técnico aos produtores.

“Nós sabemos da importância das pesquisas no momento atual que o agro vive. Com o apoio das pesquisas e das tecnologias, é possível levar aos produtores sistemas de produção com custos mais baixos. Esse é o principal intuito, entender quais são as demandas e como são as lavouras da região do Vale do Guaporé, que são diferentes das demais regiões de Mato Grosso, assim como ocorre nos nossos centros de pesquisa do Parecis e da região do Araguaia”, salienta o diretor administrativo da Aprosoja MT.

O delegado coordenador do Núcleo Vale do Guaporé, Yuri Nunes Cervo, destaca que a realização do Giro de Pesquisa é extremamente importante por levar ao produtor rural o conhecimento técnico e científico, especialmente por se tratar de uma região recente no cultivo de soja e milho, além de apresentar condições climáticas e solos com características próprias.

“O produtor rural ainda carece muito de informação para esse tipo de condição aqui no Mato Grosso. Então, o que está sendo realizado hoje vai trazer muita informação e, quem sabe, no futuro, possamos continuar com as parcerias para seguir tecnificando e levando conhecimento a esse produtor, para que ele se prepare cada vez mais para produzir mais, lidar com as rentabilidades e com as adversidades da região”, explica o delegado coordenador do Núcleo Vale do Guaporé.

Para o prefeito de Pontes e Lacerda, Jakson Francisco Bassi, o Giro de Pesquisa é de grande importância para o Vale do Guaporé, pois contribui para que os produtores rurais alcancem maior eficiência operacional no campo. “A soja é o terceiro produto de maior exportação do nosso município, ficando atrás apenas da pecuária e do minério. Então, é muito importante que essas pesquisas avancem, que novas variedades e novas tecnologias sejam implantadas para que o produtor tenha maior eficiência”, destaca o prefeito.

O Vale do Guaporé é uma região com enorme potencial produtivo, que tem surpreendido os pesquisadores em termos de produtividade. Por isso, pesquisas direcionadas são fundamentais, já que a região apresenta condições ambientais específicas, como temperatura, luminosidade, radiação, umidade, regime de chuvas e tipos de solo, diferentes de outras regiões do Estado, é o que explica o pesquisador e consultor da Aprosoja Mato Grosso e do Iagro Mato Grosso, Leandro Zancanaro.

“Então, a agricultura nada mais é do que uma interação com o ambiente e, para cada região, existem particularidades de manejo. Aqui é uma região que tem suas próprias características, com potencial muito alto para a cultura da soja e também para a pecuária. Até a sequência de culturas é diferente. Por isso, em relação a outras regiões, é necessária uma pesquisa diferente”, esclarece o pesquisador.

Segundo Leandro Zancanaro, ao participar do Giro de Pesquisa e acompanhar de perto os resultados apresentados nas estações, o produtor rural passa a ter mais segurança na tomada de decisões dentro da propriedade. O contato direto com as pesquisas permite avaliar quais manejos, cultivares e tecnologias se adaptam melhor às condições da região, reduzindo riscos, aumentando a eficiência produtiva e auxiliando no planejamento das próximas safras.

“Esse é o pontapé inicial. No Giro de Pesquisa, os assuntos são discutidos de forma muito mais direta e focada, considerando o conjunto de fatores como manejo, adubação, aspectos fisiológicos, população de plantas, escolha de cultivares e uso de fungicidas, e como tudo isso interfere em problemas que ocorrem na região, como o quebramento de haste. Nesse sentido, o Giro ajuda o produtor a refletir e, em alguns casos, adotar uma abordagem diferente na propriedade”, finaliza ele.

O pesquisador e palestrante, Sérgio Brommonschenkel, explicou que o Vale do Guaporé possui um enorme potencial de crescimento no cultivo da soja e que, por ser uma região tradicionalmente ligada à pecuária, a cultura da soja surge como uma aliada em sistemas integrados, contribuindo para aumentar a rentabilidade do produtor rural.

“Tem uma juventude muito grande aqui. Essa juventude é que vai expandir o cultivo de soja na região, vai interagir muito com as consultorias, inclusive nota-se que muitos consultores são jovens. Então, esse preparo e esse trabalho conjunto são importantes para contribuir com o sucesso e o desenvolvimento da região”, conta o pesquisador.

Para Sérgio Brommonschenkel, o papel da Aprosoja Mato Grosso é essencial ao levar informações técnicas aos produtores de forma isenta, apresentando o que de fato funciona, independentemente de os resultados serem positivos ou negativos. “Admiro o papel da Aprosoja MT, também no sentido de levar ao agricultor uma informação não enviesada, que realmente chega aqui e demonstra o que funciona, independentemente da empresa de melhoramento, da empresa produtora de fungicidas”, finaliza ele.

Com essa exposição de resultados, a Aprosoja MT amplia o acesso ao conhecimento técnico, fortalece a divulgação científica no campo e contribui para que os produtores tomem decisões mais seguras, impulsionando o avanço da agricultura no Estado.

 

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