Cuiabá, 28 de Setembro de 2026
Notícia Max
28 de Setembro de 2026

AGRONEGÓCIO Segunda-feira, 28 de Setembro de 2026, 17:25 - A | A

Segunda-feira, 28 de Setembro de 2026, 17h:25 - A | A

exportações

China amplia importação de miúdos suínos do Brasil após protocolo sanitário

Agrolink

Foto: Pixabay

8846246402bc49a88db0f30f9631dab6_858x483.jpg

O Brasil ampliou o acesso de miúdos suínos ao mercado chinês com a revisão do protocolo sanitário bilateral assinada neste sábado (26/9). A medida cria novas possibilidades comerciais para frigoríficos habilitados e pode direcionar mais de 100 mil toneladas anuais desses produtos à China.

A assinatura foi realizada pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e pelo embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária no material apresentado, o acordo estabelece novos requisitos sanitários e de certificação para os estabelecimentos brasileiros interessados nas exportações.

As negociações definiram requisitos sanitários, regras de certificação e condições aplicáveis aos estabelecimentos brasileiros que pretendem exportar os produtos à China. Com o protocolo revisado, as empresas habilitadas deverão cumprir os requisitos acordados entre as autoridades sanitárias dos dois países para realizar os embarques.

O ministro André de Paula destacou a importância da medida para a cadeia produtiva. “Significa um capítulo importante na suinocultura brasileira, acesso ao mercado de mais de US$ 2,5 bilhões por ano, valorização da nossa produção e mais renda e emprego no campo e na indústria”, afirmou.

Segundo dados divulgados pelo material apresentado, a China é a maior produtora e consumidora de carne suína do mundo. Para o país asiático, a ampliação do acesso representa uma fonte adicional de alimentos, com a garantia do sistema sanitário brasileiro.

 
De acordo com estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), mais de 100 mil toneladas anuais de miúdos suínos brasileiros poderão ser destinadas ao mercado chinês com o novo acesso.

Segundo dados divulgados pela ABPA, o direcionamento desses produtos para um mercado de maior valor agregado pode gerar incremento superior a US$ 100 milhões em receita para o setor.

A ampliação também permite que produtos que apresentam menor valor comercial em outros destinos encontrem novas oportunidades de comercialização no mercado chinês.

O anúncio ocorreu no encerramento da auditoria chinesa em frigoríficos brasileiros, iniciada no dia 20. Segundo dados divulgados pelo material apresentado, técnicos chineses visitaram estabelecimentos de produção, fazendas, abatedouros e laboratórios oficiais em seis estados. As visitas envolveram estruturas relacionadas à produção de carnes bovina, suína e de aves.

O embaixador Zhu Qingqiao também destacou o impacto da medida para as relações comerciais entre os dois países. “Essa assinatura abre novas oportunidades para as exportações brasileiras ao mercado chinês. É mais um resultado concreto dos nossos esforços conjuntos e uma demonstração clara do dinamismo e vitalidade das cooperações agropecuárias entre os dois países”, afirmou.

Segundo dados divulgados pelo material apresentado, o agronegócio é considerado pelos dois países um pilar da relação bilateral. O embaixador afirmou ainda que a cooperação entre Brasil e China apresenta grande potencial. Ele também declarou que, desde 2008, a China é, há 18 anos consecutivos, o maior mercado de exportação dos produtos agrícolas e pecuários brasileiros.

Para Susan Kleebank, secretária de Ásia e Oceania do Ministério das Relações Exteriores (MRE), a medida representa “um exemplo da dinâmica ganha-ganha que caracteriza o relacionamento Brasil-China”.

Quais produtos suínos poderão ser exportados?

Atualmente, apenas alguns tipos de miúdos, como pés, orelhas, rabo, língua, focinho e máscara suína, estão autorizados para exportação à China, em razão do reconhecimento sanitário concedido à região pelas autoridades chinesas em relação à febre aftosa.

Segundo dados divulgados pelo material apresentado, em maio de 2025 o Brasil foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como país livre de febre aftosa sem vacinação. Com a ampliação do protocolo, a lista de produtos autorizados passa a incluir músculo suíno congelado, desossado ou com osso, incluindo gordura, além de miúdos e coprodutos comestíveis congelados.

Também estão autorizados banha suína não refinada, composta apenas por gordura corporal e sem gordura proveniente das vísceras; línguas, máscara, focinho, orelhas, cauda e pés suínos inteiros. A relação inclui ainda pele, cartilagem — sem cartilagem derivada da garganta, glote ou vísceras —, estômagos, fígado, coração, rins, diafragma e ossos suínos.

Segundo dados divulgados pelo material apresentado, a China está entre os maiores mercados consumidores e importadores de produtos de origem suína no mundo, com importações de aproximadamente US$ 2,5 bilhões em miúdos suínos. A ampliação do protocolo aumenta o número de produtos brasileiros autorizados a entrar nesse mercado e cria novas oportunidades para estabelecimentos habilitados.

Além do impacto comercial, a medida aproxima a produção brasileira dos hábitos alimentares chineses. O consumo de miúdos faz parte da culinária do país e está presente tanto em restaurantes quanto nos lares.

Para a suinocultura brasileira, a ampliação do acesso abre espaço para direcionar produtos a um mercado de maior valor agregado e diversificar a pauta de exportações.

CLIQUE AQUI e faça parte do nosso grupo para receber as últimas do Noticia Max.

0 Comentários