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24 de Junho de 2024

AGRONEGÓCIO Terça-feira, 25 de Maio de 2021, 14:13 - A | A

Terça-feira, 25 de Maio de 2021, 14h:13 - A | A

TRADIÇÃO

RS colhe 280 mil toneladas de erva-mate por ano

Produção está concentrada em cinco grandes regiões, os polos ervateiros

Agrolink

O chimarrão é uma tradição no Rio Grande do Sul, assim como a produção de erva-mate para a bebida. De origem indígena, a cultura se mantém no Estado, principalmente em regiões de terreno acidentado e com a presença da agricultura familiar, geralmente propriedades com área média de cinco a dez hectares.

A produção alcança em torno de 280 mil toneladas de folha por ano, em uma área de 31 mil hectares. De acordo com o Sindicato da Indústria do Mate (Sindimate/RS), há 250 indústrias focadas no segmento, além de cerca de 14 mil propriedades especializadas na produção da folha. A erva-mate está concentrada em cinco grandes regiões, conhecidas como polos ervateiros: Missões Celeiro, Alto Uruguai, Nordeste Gaúcho, Alto Taquari e Região dos Vales. A abrangência territorial é distribuída em 205 municípios do Estado, majoritariamente na metade norte.

Nesta segunda-feira (24) o governador Eduardo Leite e a secretária da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Silvana Covatti, e demais autoridades participaram da Abertura Oficial da Colheita da Erva-Mate do Rio Grande do Sul, realizada no município de Ilópolis, no Vale do Taquari. O evento ocorreu na propriedade rural da família Camilotti-Carlesso. Devido às restrições impostas pela pandemia de coronavírus, houve transmissão ao vivo pelas redes sociais da prefeitura do município.

“O Vale do Taquari tem uma vocação latente e está se transformando, por conta da articulação da comunidade local, por meio da identificação da riqueza natural e das obras que são feitas na região, em um verdadeiro polo turístico. E, por conta disso, vão receber apoio do governo do Estado no que diz respeito a obras de infraestrutura, para que a região possa estar cada vez mais no radar dos turistas”, destacou o governador.

O consumo da Ilex paraguariensis já não se restringe mais à cuia utilizada para o chimarrão, principal hábito relacionado à cultura no Sul do Brasil. Os diversos produtos e possibilidades de aplicações da planta vêm crescendo significativamente no Brasil e no mundo, como o chá-mate e energéticos, e, mais recentemente, foi adicionada aos cosméticos como xampus e hidratantes, entre outros produtos. Essa cadeia movimenta cerca de 1,2 bilhão de dólares ao ano.

“As famílias que tiram seu sustento inteiramente dessa terra e desta planta falam por mim. Tudo vale a pena quando sonhamos como os pais sonharam. O chimarrão une, abraça, dialoga”, frisou a secretária da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Silvana Covatti.

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