Em agosto de 2026, o consumo residencial de energia bateu recorde da série histórica. A média dos últimos 12 meses até o período foi de 181 kWh mensais, segundo dados levantados pela empresa de pesquisa energética. No mesmo período, o consumo das residências cresceu quase 7% em relação a agosto de 2025, enquanto o consumo comercial teve alta de quase 9,5%.
Com o crescimento da climatização nos espaços, em 45 anos o consumo de energia cresceu mais de 670%. Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (13), Ricardo Brandão, diretor de regulação da Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica), pontua que há um aumento do consumo de energia elétrica por residência e a variável mais importante é o calor, que acarreta no aumento do uso do ar-condicionado.
“A rede elétrica está preparada para esse aumento de temperatura. Tanto do ponto de vista da geração, a gente tem uma oferta de energia confortável nesse momento, com alguns momentos de estresse no horário de pico, mas, no geral, a oferta de energia é confortável, e, do ponto de vista da rede elétrica das distribuidoras, também o sistema está preparado para esse aumento de consumo”, destaca.
Segundo Brandão, ainda que a rede elétrica suporte ondas de calor intensas, entre 2026 e 2030 as distribuidoras vão investir R$ 260 bilhões em expansão e modernização das redes. “Isso tem uma parcela de instalação de equipamentos mais modernos, mas também de digitalização da rede, que faz com que, via sistema de controle da distribuição, seja possível manobrar essa rede elétrica”, diz.
Ele explica que, em uma situação de queda de árvore sobre a fiação, por exemplo, será possível fazer uma espécie de isolamento e reduzir a área de um bairro que vai ser afetada pelo desligamento da energia, atingindo a menor quantidade de consumidores possível.
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