A Polícia Civil cumpriu, nesta terça-feira (13.10), um mandado de prisão preventiva contra um homem, de 62 anos, investigado pelos crimes de ameaça no âmbito da Lei Maria da Penha e posse irregular de arma de fogo de uso permitido, em Araputanga.
A prisão foi resultado de diligências realizadas pelos policiais civis da Delegacia de Araputanga durante todo o feriado prolongado. A ação teve origem no dia 5 de outubro, quando o suspeito, que estaria embriagado, teria ameaçado a companheira e o filho adolescente do casal, de 15 anos, de morte apontando uma arma de fogo contra as vítimas.
Ele foi preso em flagrante e conduzido à Delegacia de Polícia de Araputanga, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante. Porém, na audiência de custódia, o investigado obteve a liberdade provisória. No dia 7 de outubro, ao ser acompanhado por uma equipe da Polícia Militar para retirar seus pertences da residência, a vítima informou aos policiais que havia outra arma de fogo no imóvel.
Com a autorização dela, a equipe localizou uma arma de fogo de fabricação artesanal, calibre .22, e uma faca. Os objetos foram apreendidos e encaminhados à Delegacia de Araputanga.
Diante do temor demonstrado pela vítima, que relatou receio por sua integridade física e pela vida do filho, além de histórico de ameaças e agressões ao longo da convivência, foi expedido mandado de prisão preventiva contra o investigado pela Vara Única da Comarca de Araputanga.
A partir de então, os policiais civis da Delegacia de Araputanga realizaram diligências ininterruptas, inclusive durante o feriado prolongado, para localizar o suspeito, que acabou preso nesta terça-feira, na casa de sua irmã.
Após a prisão, o homem foi apresentado à autoridade policial e encaminhado para exame de corpo de delito. Em seguida, foi recolhido à Cadeia Pública de Araputanga, onde permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil dará continuidade às diligências para esclarecer integralmente os fatos, incluindo a apuração dos episódios anteriores de violência e a localização da arma de fogo que teria sido utilizada nas ameaças no dia 5 de outubro.
A instituição reforça a importância de denunciar situações de violência doméstica e familiar, especialmente quando há ameaças de morte, agressões ou presença de armas de fogo, para que as autoridades possam adotar as medidas legais cabíveis.
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