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ECONOMIA Sexta-feira, 25 de Setembro de 2026, 11:33 - A | A

Sexta-feira, 25 de Setembro de 2026, 11h:33 - A | A

IPCA-15

Prévia da inflação sobe 0,70% em setembro, puxada pela alta na conta de luz

R7

Tânia Rêgo/Agência Brasil

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O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), divulgado nesta sexta-feira (25), subiu 0,70% em setembro e ficou 1,1 ponto percentual acima do resultado de agosto. Os números do indicador, levantados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), servem como uma prévia para os resultados do índice oficial de inflação do país.

Todas as nove categorias consideradas apresentaram alta neste mês. No entanto, o maior impacto positivo apareceu nos preços de produtos e serviços relacionados ao grupo de Habitação (2,07%), seguido por Despesas Pessoais (0,96%) e Educação (0,03%).

Em Habitação, o principal e maior impacto individual no índice do mês (0,29 p.p.) decorreu da alta no preço da energia elétrica residencial. Após queda de 6,25% em agosto, esse serviço subiu 7,42%, com o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês anterior.

A bandeira tarifária amarela continua a valer em setembro, com acréscimo de R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos. Apesar disso, em Fortaleza, as tarifas caíram 6,65%, a partir de 26 de agosto, devido à incorporação de recursos da repactuação do Uso de Bem Público (UBP).

Outro serviço de peso para o resultado foi o gás encanado (0,92%), devido ao reajustes de 10,21% em Curitiba e de 1,80% no Rio de Janeiro, ambos a partir de 1º de agosto. E a alta do subitem água e esgoto (0,03%) decorre do aumento de 3,55% nas tarifas em Salvador, a partir de 20 de julho.

Confira as demais variações, por grupo:

Transportes (0,60%)

  • Passagens aéreas (9,82%)

  • Combustíveis (0,22%)

  • Gás veicular (1,56%)

  • Táxi (0,66%)

  • Gasolina (0,30%)

  • Etanol (-0,22%)

  • Óleo diesel (-0,78%)

Despesas pessoais (0,96%)

  • Cigarro (14,00%)

Alimentação e bebidas (0,40%)

Alimentação em domicílio (0,38%)

  • Tomate (20,76%)

  • Arroz (2,39%)

  • Carnes (1,30%)

  • Café moída (-1,36%)

  • Cebola (-4,41%)

  • Feijão carioca (-6,33%)

Alimentação fora do domicílio (0,44%)

  • Refeição (0,38%)

  • Lanche (0,44%)

Nos resultados regionais, as 11 áreas consideradas também apresentaram alta nos preços. A maior variação apareceu em Goiânia (0,95%), por causa da alta do cigarro (15,69%) e da energia elétrica (6,38%); e a menor, em Recife, impactada pelas quedas nos valores das frutas (-4,78%) e da gasolina (-1,86%).

Como é calculado

O indicador se difere do IPCA — índice de cálculo oficial da inflação do país — na abrangência geográfica e no período de coleta, que começa no dia 16 do mês anterior; por isso, ele é considerado uma prévia.

O IPCA-15 estava em queda de abril último até o mês passado, quando apresentou a menor variação desde agosto de 2022 (-0,73%).

Esse índice leva em conta os gastos das famílias com rendimento de um (R$ 1.621) a 40 salários-mínimos (R$ 64.840) e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, de Belo Horizonte, de Recife, de São Paulo, de Belém, de Fortaleza, de Salvador e de Curitiba, além de Brasília e de Goiânia.

A metodologia usada é a mesma do IPCA; a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. No caso da prévia referente a este mês, os dados foram obtidos de 15 de agosto a 15 de setembro e comparados àqueles vigentes entre 16 de julho e 14 de agosto de 2026.

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