Não tenha dúvidas de que o elenco do Flamengo ainda não conseguiu digerir a noite de quinta-feira. A derrota por 3 a 2 para o Lanús e o vice da Recopa Sul-Americana, segundo título perdido neste início de temporada, colocou o clube em crise depois de muito tempo. Mas para um jogador o trauma foi ainda maior: Paquetá.
Perder um título internacional dentro do Maracanã lotado, e para um time argentino, é algo que o meia rubro-negro já havia vivido e viu se repetir nove anos depois. Em 2017, o então garoto Paquetá estava na equipe rubro-negra que foi superada pelo Independiente na final da Copa Sul-Americana.
As coincidências, no entanto, param no status de Paquetá. Em 2017, o meia tinha só 20 anos, ainda era uma promessa, mas já vinha como titular do time dirigido pelo colombiano Reinaldo Rueda. E mostrava sua versatilidade, tanto que inclusive jogou como "falso 9" na época, nas ausências de Guerrero e Vizeu.
Paquetá foi titular naquela final contra o Independiente e teve grande atuação. Deu dribles, arrancadas, atacou de garçom, deixando Everton na cara do goleiro (mas viu o companheiro perder uma chance incrível), e fez um gol de puro oportunismo. Mas Barco empatou cobrando pênalti cometido por Cuéllar, e o Independiente, que havia vencido o jogo de ida na Argentina por 2 a 1, segurou o 1 a 1 que valeu o título.
Nove anos depois, Paquetá está de volta ao Flamengo e teve a chance de exorcizar aquele fantasma. O meia desta vez não é mais uma promessa, é um jogador consolidado no mercado, com larga experiência no futebol europeu, além de ser a contratação mais cara da América do Sul por 42 milhões de euros (R$ 260 milhões).
Porém, no time de Filipe Luís ele ainda busca o melhor encaixe e começou o jogo no banco contra o Lanús no Maracanã. Paquetá só entrou aos 18 minutos do segundo tempo, no lugar de Plata e na segunda janela de substituições do Flamengo. Mas o camisa 20 não conseguiu ajudar. No ataque, teve uma boa finalização defendida. Atrás, falhou na marcação de Canale no gol de empate do Lanús.
Fome x jejum de títulos
Paquetá não estava na final, mas participou de alguns jogos do início da campanha do Flamengo no título do Campeonato Carioca de 2017. Logo, ele também foi campeão na época. Mas nas outras disputas em que esteve relacionado e jogando mais vezes, o meia acabou sendo vice na Sul-Americana e na Copa do Brasil de 2017, além do Brasileirão de 2018.
Ao voltar ao Flamengo nesta janela, depois de ver o time conquistar tudo que teve para disputar no continente no ano passado, Paquetá não escondeu a meta de buscar troféus nesta sua segunda passagem pelo clube. Ao ouvir um torcedor na porta do Ninho do Urubu lhe pedir títulos, antes da reestreia, respondeu:
— Eu voltei para isso!
Mas a fome de títulos ainda não conseguiu ser saciada e virou uma "dieta forçada" nesse recomeço de Paquetá no clube. Antes de ver a Recopa escapar no Maracanã, o Flamengo também perdeu a Supercopa do Brasil para o Corinthians ao ser derrotado por 2 a 0 no Mané Garrincha. Aquela final marcou a reestreia do meia, que começou no banco, entrou no segundo tempo e perdeu uma chance clara de empatar quando o placar ainda estava 1 a 0.
Paquetá deixou o Maracanã sem falar com a imprensa na última quinta-feira e também não se manifestou nas redes sociais. Depois do empate em 1 a 1 com o Inter na abertura do Brasileirão, jogo que marcou sua volta ao Maracanã, ele chegou a postar que era "longe de ser o início que imaginava com essa camisa", mas agradeceu o apoio recebido.
Paquetá deve ter uma terceira chance de saciar a fome na próxima semana. O Flamengo enfrenta o Madureira na segunda-feira, no Maracanã, e pode até perder por dois gols de diferença para se classificar para a final do Carioca, contra Fluminense ou Vasco. A decisão será no sábado (7/3) ou domingo (8).
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