Um tribunal federal dos Estados Unidos rejeitou, neste sábado (31), um pedido para suspender as operações do Serviço de Imigração e Alfândega (o "ICE") no estado de Minnesota. Com a decisão, as operações de agentes federais contra imigrantes continuam em vigor até que o caso seja julgado definitivamente (tratava-se de uma medida cautelar). As informações são da agência Deutsche Welle.
A ação judicial foi movida conjuntamente pelo estado de Minnesota e pelas cidades de Minneapolis e St. Paul. As autoridades locais alegam que a operação "Metro Surge", em curso na região, viola a soberania estadual e configura discriminação por parte do governo federal, comandado por Donald Trump.
Trabalho conduzido pelo Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira (em inglês: 'Immigration and Customs Enforcement'), já causou a morte de dois cidadãos americanos.
A secretária de Justiça, Pam Bondi, celebrou a decisão como uma "enorme vitória judicial", enquanto o prefeito de Minneapolis, o democrata Jacob Frey, disse estar decepcionado.
"Essa decisão não muda o que as pessoas viveram aqui: o medo, a perturbação e os danos causados por uma operação federal que nunca deveria ter ocorrido em Minneapolis", acrescentou em um comunicado.
O processo em curso destaca dois incidentes fatais recentes:
No início de janeiro (07), a americana Renée Good foi morta a tiros por um agente federal ao se recusar a sair de seu carro;
Na semana passada (24), o também americano Alex Pretti morreu durante outra operação em Minneapolis — ele protestava contra a morte de Renée.
Mesmo assim, a juíza Katherine Menendez, responsável pelo caso, concluiu que "o balanço dos prejuízos não favorece de forma decisiva a concessão de uma medida cautelar". Ela ressaltou, porém, que o tribunal ainda não realizou um julgamento final sobre o mérito das alegações nem sobre a legalidade das táticas dos agentes.
Justiça manda soltar criança de 5 anos em meio a fim de semana de protestos
Em um desdobramento paralelo, um juiz federal ordenou a libertação imediata de Liam Conejo Ramos, de cinco anos, e de seu pai, Adrian Conejo Arias. Ambos são solicitantes de asilo, entraram no país de forma legal, e estavam detidos em uma instalação no Texas após serem abordados durante a ofensiva migratória em Minnesota.
Pai e filho foram detidos no dia 20 de janeiro, do lado de fora de casa, no momento em que o menino voltava da escola. As imagens do garoto sendo usado como "isca" viralizaram.
Na decisão, o juiz Fred Biery criticou duramente a conduta do governo. Ele descreveu o caso como resultado de uma busca "mal concebida e incompetentemente executada" por cotas de deportação, mesmo que isso resulte na traumatização de crianças. O despacho determina que pai e filho sejam soltos até a próxima terça-feira (03).
Neste mesmo final de semana, os Estados Unidos foram tomados por uma onda de protestos. Imagens como as de Liam, Renée, Pretti e outras devem mobilizar centenas de eventos espalhados por todo o país.
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