O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez a primeira reunião de seu Conselho da Paz, lançado há um mês em Davos, nesta quinta-feira (19).
O encontro, segundo a Casa Branca, conta com delegações de mais de 20 países. Trump o iniciou fazendo elogios aos líderes dos países que aceitaram fazer parte do conselho, entre eles o argentino Javier Milei.
Ao exaltar a paz conquistada no Oriente Médio, além de falar sobre o acordo mediado pelos EUA entre Israel e o Hamas para dar fim à guerra na Faixa de Gaza, o presidente americano também citou o Irã. Relembrou o ataque feito às instalações nucleares do país em junho do ano passado e afirmou:
"Boas conversas estão sendo mantidas, temos que fazer um acordo significativo. Descobrirei o que fazer em cerca de 10 dias. Eles não podem ter uma arma nuclear. Agora é a hora do Irã se juntar a nós em um caminho para paz. O Irã precisa fazer um acordo ou coisas ruins acontecerão".
Sobre Gaza, havia expectativa de que Trump anunciasse o envio de tropas para o território, porém ele falou que não acredita que a presença de soldados será necessária.
Segundo o republicano, "parece que o Hamas vai se desfazer de suas armas" e "Gaza não é mais um foco de radicalismo e terrorismo".
Trump também revelou que vários aliados dos EUA contribuíram com mais de US$ 7 bilhões para os esforços de ajuda em Gaza:
"Tenho o prazer de anunciar que o Cazaquistão, o Azerbaijão, os Emirados Árabes Unidos, Marrocos, Bahrein, Catar, Arábia Saudita, Uzbequistão e Kuwait contribuíram com mais de US$ 7 bilhões para o pacote de ajuda".
Ainda segundo ele, o escritório de assistência humanitária da ONU está arrecadando US$ 2 bilhões para apoiar Gaza e os Estados Unidos contribuirão com US$ 10 milhões para o Conselho da Paz. Além disso, a Fifa planeja ajudar a arrecadar US$ 75 milhões para projetos relacionados ao futebol no território palestino.
Nickolay Mladenov, diplomata búlgaro e ex-enviado da ONU para o Oriente Médio, diretor-geral do conselho, anunciou que 2 mil palestinos se inscreveram para integrar a nova força policial que irá cuidar da segurança em Gaza no governo de transição.
O Conselho da Paz surgiu com o objetivo de ajudar na estabilização de Gaza após o cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista Hamas. No entanto, após declarações do presidente americano, surgiram preocupações de que o órgão tente atuar em outros conflitos e funcione como uma "ONU paralela".
Nesta quinta, Trump fez elogios às Nações Unidas. Disse que a organização é "muito importante" e tem um "enorme potencial", e que irá garantir sua "viabilidade".
Reconstrução
Em janeiro, durante o lançamento do Conselho da Paz, Trump apresentou os planos de reconstrução de Gaza. O presidente dos Estados Unidos mostrou um mapa com a divisão do território em áreas residenciais, industriais e turísticas.
O projeto prevê a construção de 180 arranha-céus ao longo de toda a faixa litorânea, voltados ao turismo. O plano também inclui 100 mil unidades habitacionais em Rafah, no sul da Faixa, na fronteira com o Egito.
“A prioridade número um será a segurança, obviamente. Estamos trabalhando em estreita colaboração com os israelenses para encontrar uma maneira de reduzir a tensão, e a próxima fase é trabalhar com o Hamas na desmilitarização”, disse Jared Kushner, conselheiro e genro de Trump.
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