Em sua primeira declaração oficial no cargo, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, lida pela TV estatal, aborda diversos pontos da guerra com Israel e Irã. Ele ainda não apareceu publicamente.
O filho de Ali Khamenei defendeu que todas as bases americanas na região devem ser fechadas imediatamente, caso contrário, serão atacadas. Além disso, comentou também que o Estreito de Ormuz seguirá fechado para 'pressionar os inimigos'.
Khamenei acrescentou que o Irã 'acredita na amizade com os países vizinhos e ataca apenas as bases', acrescentando que tais ataques 'inevitavelmente continuarão'.
Na mesma declaração, o líder iraniano apelou à unidade nacional, prometendo que o Irã 'não se absterá de vingar o sangue dos seus mártires'.
'É algo que compartilho com as pessoas que perderam seus entes queridos, porque eu perdi meu pai, perdi minha esposa. Minha irmã perdeu o filho e o marido, que foi martirizado. Mas o que torna mais fácil para nós suportar todas essas provações é confiar na graça de Deus e saber que a paciência resolverá tudo. Garanto a todos que não ignoraremos o fato de que vingaremos nossos mártires'.
Segundo ele, aqueles que sofrerem danos serão ressarcidos. Os feridos receberão tratamento gratuita e a 'situação atual deve ser resolvida oferecendo alguma compensação financeira àqueles que sofreram danos'.
Do outro lado, determinou também compensação dos 'inimigos':
'Vamos exigir compensação do inimigo. Se não conseguirmos compensação, destruiremos suas propriedades tanto quanto eles destruíram as nossas'.
Khamenei agradeceu aqueles que estão lutando no conflito, os 'combatentes da Frente de Resistência' e disse que eles são os 'melhores amigos do Irã'.
'A Frente de Resistência é parte inseparável dos valores da Revolução Islâmica'.
O Irã revelou nesta quinta-feira (12) também, através do canal do Telegram do novo líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, filho do antigo líder, Ali Khamenei, uma primeira assinatura dele com o novo cargo.
A imagem mostra uma lista com os nomes dos líderes supremos do Irã: Mojtaba Khamenei, bem como seu pai, Ali Khamenei, e seu antecessor e primeiro homem a ocupar esse cargo, Ruhollah Khomeini.
Abaixo da lista, encontra-se a breve mensagem: 'Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso.' A expressão denota novos começos. Entre outros usos, ela aparece no início da maioria dos capítulos do Alcorão.
Leia o texto na íntegra:
'Não revogamos nenhum versículo nem o fazemos cair no esquecimento sem que apresentemos outro melhor ou semelhante.
Que a paz esteja contigo, ó convocador de Deus e guia divino de Seus sinais; que a paz esteja contigo, ó porta de Deus e guardião de Sua religião; que a paz esteja contigo, ó sucessor de Deus e defensor de Sua verdade; que a paz esteja contigo, ó prova de Deus e guia de Sua vontade; que a paz esteja contigo, ó aquele que é aguardado e precede; que a paz esteja contigo em todas as formas de saudação; que a paz esteja contigo, ó meu senhor, o dono do tempo.
No início de minhas palavras, devo apresentar minhas condolências ao meu senhor — que Deus apresse sua aparição — pela dolorosa morte do grande líder da Revolução, o querido e sábio Khamenei. Peço também a ele orações e bênçãos para cada membro do grande povo do Irã, para todos os muçulmanos do mundo, para todos os que servem ao Islã e à Revolução, para os que se sacrificaram e para os familiares dos mártires do movimento islâmico, especialmente os da guerra recente, bem como para este humilde servo.
A segunda parte de minhas palavras dirige-se ao grande povo do Irã. Inicialmente, devo explicar brevemente minha posição em relação ao voto da respeitada Assembleia de Especialistas. Este seu servo, Seyed Mojtaba Hosseini Khamenei, tomou conhecimento do resultado da votação dessa respeitada assembleia ao mesmo tempo que vocês, por meio da televisão da República Islâmica.
Para mim, ocupar o lugar que foi a sede de dois grandes líderes — o grande Khomeini e o mártir Khamenei — é uma tarefa difícil. Essa posição foi ocupada por alguém que, após mais de 60 anos de luta no caminho de Deus e de renunciar a diversos prazeres e confortos, transformou-se em uma figura brilhante e distinta não apenas na era atual, mas ao longo da história dos governantes deste país. Tanto sua vida quanto a forma de sua morte foram marcadas por uma grandeza e uma dignidade decorrentes da confiança em Deus.
Tive a honra de ver seu corpo após o martírio. O que vi foi uma montanha de firmeza, e ouvi que sua mão saudável permanecia cerrada em punho. Sobre os diversos aspectos de sua personalidade, os conhecedores deverão falar durante muito tempo. Neste momento, limito-me a essa breve menção e deixo os detalhes para ocasiões mais apropriadas. É por isso que assumir a liderança após alguém assim é tão difícil. Superar essa distância só será possível com a ajuda de Deus e com o apoio de vocês, o povo.
Em seguida, é necessário enfatizar um ponto diretamente relacionado ao tema de minhas palavras. Um dos talentos do líder mártir e de seu grande predecessor foi envolver o povo em todas as esferas, esclarecendo e conscientizando continuamente a sociedade e, na prática, apoiando-se em sua força. Foi assim que eles concretizaram o verdadeiro significado de república e republicanismo, acreditando profundamente nisso.
O efeito claro dessa postura pôde ser visto nos últimos dias, quando o país esteve sem líder e sem comandante-chefe das Forças Armadas. A percepção e a inteligência do grande povo do Irã nos acontecimentos recentes, bem como sua perseverança, coragem e presença, levaram os amigos à admiração e os inimigos ao espanto. Foram vocês, o povo, que lideraram o país e garantiram sua força.
O versículo citado no início deste texto significa que nenhum sinal divino desaparece ou é esquecido sem que Deus, exaltado seja, substitua por algo igual ou melhor.
A razão de citar esse versículo não é sugerir que este servo esteja no nível do líder mártir — muito menos superior a ele. O objetivo é destacar o papel apropriado e decisivo de vocês, o querido povo. Se essa grande bênção nos foi retirada, em seu lugar foi concedida novamente ao sistema a presença vigilante do povo iraniano.
Saibam que, se o poder de vocês não se manifestar no cenário público, nem a liderança nem qualquer uma das instituições — cujo verdadeiro papel é servir ao povo — terão a eficácia necessária.
Para que isso se concretize melhor, em primeiro lugar deve-se considerar a lembrança de Deus, a confiança nele e a busca de intercessão junto às luzes puras dos imames infalíveis como um elixir supremo e um elemento precioso que garante diversos caminhos de solução e a vitória definitiva sobre o inimigo. Essa é uma grande vantagem que vocês possuem e que seus inimigos não têm.
Em segundo lugar, não deve haver qualquer ruptura na unidade entre os diferentes grupos e setores da nação, unidade que geralmente se torna mais evidente em momentos de dificuldade. Isso será alcançado ao se deixar de lado os pontos de divergência.
Em terceiro lugar, deve-se preservar a presença efetiva na cena pública — seja como demonstrado nestes dias e noites de guerra, seja por meio de diferentes formas de atuação nas esferas social, política, educacional, cultural e até de segurança. O importante é compreender corretamente o papel a ser desempenhado, sem prejudicar a unidade social, e colocá-lo em prática tanto quanto possível. Uma das responsabilidades da liderança e de alguns outros dirigentes é justamente lembrar esses papéis a diferentes grupos da sociedade.
Que o enfrentamento ao inimigo nesse aspecto esteja no foco da atenção de todos.
Em quarto lugar, não deixem de ajudar e apoiar uns aos outros. Graças a Deus, essa sempre foi uma característica da maioria dos iranianos, e espera-se que, nestes dias especiais — quando naturalmente alguns membros da nação enfrentam dificuldades maiores do que outros — isso se manifeste ainda mais. Aproveito também a oportunidade para pedir às instituições de serviço que não poupem qualquer tipo de ajuda e assistência a esses queridos membros da nação e às estruturas populares de socorro.
Se esses pontos forem observados, o caminho para que vocês, querida nação, alcancem dias de grandeza e esplendor será facilitado. O exemplo mais próximo disso pode ser, com a permissão de Deus, a vitória sobre o inimigo na guerra atual.
A terceira parte de minhas palavras é um sincero agradecimento aos nossos corajosos combatentes, que, em condições nas quais nosso povo e nossa querida pátria foram injustamente atacados pelos líderes da frente da arrogância, bloquearam o caminho do inimigo com golpes contundentes e os afastaram da ilusão de que poderiam dominar nossa amada pátria ou até mesmo dividir'.
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