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preso político

Oposição denuncia sequestro de político horas após sua soltura na Venezuela

Marina Corina Machado, líder da oposição ao chavismo, afirmou que Juan Pablo Guanipa foi sequestrado por 'homens fortemente armados, vestidos à paisana'

G1

A oposição ao chavismo na Venezuela denunciou nesta segunda-feira (9) o sequestro de Juan Pablo Guanipa pelo governo venezuelano horas após ele ter sido solto. O Ministério Público alegando que ele havia violado os termos de sua libertação, por isso, prendeu-o novamente.

"Juan Pablo Guanipa foi sequestrado no bairro de Los Chorros, em Caracas. Homens fortemente armados, à paisana, chegaram em quatro veículos e o levaram à força. Exigimos sua libertação imediata", afirmou a líder da oposição María Corina Machado.

Guanipa é um preso político do regime chavista e está preso desde maio de 2025 após questionar a vitória de Nicolás Maduro nas eleições de 2024, em um pleito marcado por falta de transparência e que a oposição afirma ter vencido.

O regime chavista de Delcy Rodriguez tem libertado presos políticos na Venezuela desde que os Estados Unidos prenderam Maduro e colocaram o Miraflores sob sua tutela, em janeiro.

Sem dar muitos detalhes, o Ministério Público venezuelano afirmou que Guanipa "violou os termos" de sua libertação.

"O Ministério Público lembra que as medidas cautelares acordadas pelos tribunais estão condicionadas ao estrito cumprimento das obrigações impostas", afirmou o órgão, que solicitou aos tribunais "que adotem o regime de prisão domiciliar".

O filho do político, Ramón Guanipa, disse em um vídeo nas redes sociais que o incidente ocorreu pouco antes da meia-noite, descrevendo-o como uma emboscada em que seu pai foi levado por 10 homens fortemente armados e não identificados.

 “Meu pai foi novamente sequestrado”, disse ele.

Mais cedo neste domingo (8), a família de Guanipa confirmou que ele deixou a prisão.

"Dez meses escondido e quase nove meses detido aqui", disse Guanipa, após sua libertação. "Há muito o que conversar sobre o presente e o futuro da Venezuela, sempre com a verdade em primeiro plano".

Guanipa havia sido preso em maio, após meses escondido, acusado de liderar um complô terrorista.

As liberações das figuras da oposição ocorreram enquanto o governo enfrenta crescente pressão para soltar centenas de pessoas cujas detenções de meses ou anos atrás têm sido vinculadas às suas atividades políticas. As libertações também seguiram uma visita de representantes do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos

 

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