A imprensa internacional repercutiu as eleições brasileiras de primeiro turno realizadas neste domingo (4). Os veículos deram destaque para a vantagem do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, sobre o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contrariando o que indicavam as pesquisas eleitorais.
Os jornais The New York Times, dos EUA, e Financial Times, do Reino Unido, apontam que uma possível vitória de Flávio Bolsonaro vai aproximar o Brasil de Donald Trump. O veículo britânico diz que o maior país da América Latina pode ser liderado por um “aliado” do presidente norte-americano, enquanto os Estados Unidos tentam aumentar sua influência na região.
The New York Times afirma que, após a direita eleger sete governantes de direita nos últimos anos na América Latina, o Brasil se tornou o grande prêmio remanescente para o presidente Donald Trump. O jornal ainda pontua que Flávio já vocaliza sua vontade em ajudar os EUA a avançar no domínio da região.
Uma eventual virada de Lula, para o The New York Times, frearia a onda de direita que vem ganhando os países vizinhos e atrapalharia os planos de Trump no continente.
Flávio deve herdar votos do segundo pelotão
Os veículos também apontam que Flávio Bolsonaro chega para o segundo turno como franco favorito. O Clarín, da Argentina, e o britânico The Guardian dizem que os votos dos candidatos de direita, como Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), devem migrar para o senador.
The Guardian ainda destaca a votação “melhor do que se imaginava” do campo da direita no Brasil para o legislativo e para os governos estaduais. O veículo cita as vitórias de membros da família do ex-presidente Jair Bolsonaro, como a ex-primeira-dama Michelle e os filhos Carlos e Jair Renan, e a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo.
Voto de protesto
Outro ponto abordado pelos veículos internacionais foi o que fez o eleitorado brasileiro dar esse resultado nas urnas. Para o Financial Times, a eleição mostra mais uma fadiga de Lula do que qualidades de seu concorrente.
O Clarín aponta um voto de protesto contra Lula. O aumento do endividamento das famílias e a dificuldade de fechar as contas no fim do mês também podem ter aumentado a abstenção, especialmente entre eleitores tradicionais de Lula.
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