A crença em Deus, na moral, nos bons costumes e principalmente na honestidade herdei de dois homens excepcionais e de duas mulheres abnegadas.
Do berço vieram exemplos de amor e respeito ao que nos deixaram como referência sobre tudo, principalmente sobre o proceder, a luta por justiça e o valor da família.
Da escola veio a importância ao aprimoramento do conhecimento através do permanente estudo, da atenção aos fatos, ao discernimento para distinguir o certo do errado, a tolerância à ignorância dos que não dão atenção aos ensinamentos e dos que não tiveram oportunidade nem vontade suficiente para buscar sozinhos por capacitação e, finalmente, resiliência para superar problemas e sabedoria para me adaptar às mudanças que nos são impostas.
Tudo isso tem a ver com conservar, valorizar e difundir o que recebemos de herança, seja ela intelectual, de crença, material ou tecnológica daqueles que nos antecederam. Enganam-se os que consideram o progressismo liberal caminho para mudanças sócio estruturais e assim pelejam pela desconsideração paulatina do conservadorismo.
É da postura respeitosa ao que nos é dado pelos que ficam para trás no tempo, que resulta no que temos agora e no que virá depois. Foram essas premissas que trouxeram a humanidade até o último milionésimo de segundo atrás, antes deste momento em que está sendo lido este texto, onde ousa-se falar de um assunto que correlaciona todas as coisas criadas pelo ser humano, desde a percepção do ontem, passa pelo hoje e caminha para o amanhã, analogia usada para mostrar a verdadeira dimensão do entendimento comum do intervalo da vida, propriedade individual que caracteriza a existência de um organismo desde seu nascimento até a morte.
Então, por isso tudo, é possível afirmar que para todos, ou seja, qualquer forma de vida, existe um passado, um presente e um futuro.
Como será o presente do nosso desconhecido futuro sem poder contar com os conhecimentos adquiridos e as habilidades desenvolvidas concomitantemente com o passar do tempo?.
Estivessem conosco, as pessoas de meu passado, as que tanto reverencio, certamente diriam em uníssono: nada do que hoje temos é mais ou menos do que merecemos.
Marcelo Augusto Portocarrero é engenheiro civil
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