Em um debate esta semana na tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá, falei sobre a reforma tributária e seus impactos nos municípios. Mas, antes de abordar números, leis e arrecadação, senti a necessidade de falar sobre algo que não tem preço: a vida.
A caminho da Câmara, recebi a notícia de mais um feminicídio em Mato Grosso. Mais uma mulher. Mais uma vida interrompida. Mais uma família marcada pela violência.
Como filho, irmão, marido e pai de uma menina, não poderia me calar.
Não basta criar leis. É preciso garantir que sejam cumpridas. É preciso prevenir, proteger, acolher e punir.
Em pleno Outubro Rosa, quando reforçamos a importância do cuidado com a saúde da mulher, somos confrontados com uma realidade dolorosa: muitas mulheres ainda precisam lutar pelo direito mais básico de todos, o de permanecer vivas.
E nós, homens, precisamos assumir nossa responsabilidade nessa luta. Não podemos ser espectadores. Precisamos combater a violência, romper o silêncio e ensinar, pelo exemplo, que respeito não é uma escolha, é um dever
O que mais me preocupa é perceber que notícias como essa estão se tornando rotina. E uma sociedade que se acostuma com a violência corre o risco de perder a capacidade de se indignar.
Que nunca nos falte indignação. Que nunca nos falte humanidade. E que nunca nos falte coragem para agir.
Minha solidariedade às famílias das vítimas e meu respeito a todos que trabalham diariamente para proteger a vida das mulheres.
BASTA DE FEMINICÍDIO!
Pedro Paulo Peixoto é advogado em Cuiabá, especialista de Direito Tributário e professor Universitário.
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