Cuiabá, 18 de Maio de 2024
Notícia Max
18 de Maio de 2024

POLÍTICA & PODER Terça-feira, 29 de Novembro de 2016, 09:56 - A | A

Terça-feira, 29 de Novembro de 2016, 09h:56 - A | A

ENTREVISTA DA SEMANA

Jânio Calistro: “A próxima gestão será bem mais tranqüila, independente de ser mantido praticamente o mesmo valor de duodécimo”

Valdemar Félix

 

Presidente da Câmara de Vereadores de Várzea Grande, Jânio Calistro do Nascimento afirma que não desistiu do projeto de disputar a reeleição da Mesa Diretora, colocando que seu nome está à disposição, aponta avanços em sua gestão, reconhece que não conseguiu construir os novos gabinetes necessários para o trabalho dos parlamentares, ressaltando que vem conversando com a prefeita Lucimar Campos para a ampliação da Casa, e destaca a rejeição por parte dos vereadores do projeto de lei que previa o aumento salarial dos parlamentares.

Notícia Max - Como andam as articulações visando à eleição da Mesa Diretora. O senhor realmente desistiu de disputar a presidência?

Jânio Calistro – Há muitas conversas em andamento para composição da nova Mesa Diretora da Casa, inclusive já com apontamento de alguns nomes para o cargo de presidente, porém, diante do trabalho que venho fazendo como presidente, tenho no mínimo o dever de deixar meu nome também à disposição para uma possível reeleição. Sou soldado do meu partido e grande defensor dos interesses da Casa, se me lançarem candidato estou à disposição, se não, podemos fazer uma composição sim.

Notícia Max - A Câmara vai para uma nova legislatura, e alguns vereadores continuam sem gabinete. E o projeto de ampliação da Casa?

Jânio Calistro - Infelizmente não conseguimos concretizar esse projeto nesses dois anos. Faltou-nos verba para isso, não somos um órgão arrecadador e por isso o nosso orçamento é limitado. Mas temos uma luz no fundo do túnel para isso. Fizemos uma consulta ao Tribunal de Contas do Estado, que nos informou que podemos firmar um convênio com a prefeitura do município para resolver essa situação. Já tive conversa nesse sentido com a prefeita Lucimar Campos, claro, para o orçamento de 2017. Se não for eu a presidir novamente esta Casa, a conversa está bem adiantada para outro presidente fazer a ampliação dos gabinetes que os vereadores tanto necessitam.

Notícia Max - Como o senhor avalia os dois anos à frente da Presidência? Quais os principais avanços conquistados?

Jânio Calistro - Mesmo diante da crise financeira que o país atravessa e as dívidas encontradas na Casa, considero como boa a minha administração. Mesmo com um orçamento engessado, pois tive que parcelar mais de R$ 900 mil em dívidas deixadas pelo meu antecessor. Avançamos em tudo de maneira geral, prova disso foi aprovação das nossas contas pelo TCE, coisa que há muito tempo não acontecia por outros presidentes.

Notícia Max - Hoje a Câmara trabalha com mais transparência?

Jânio Calistro - Com certeza! Melhoramos muito a forma de expressar para sociedade o dia a dia do Legislativo. Claro que ainda pecamos em disponibilidade de alguns dados, mas essas falhas no sistema se dão devido ajustes à modernidade nas informações. Recentemente, assinamos o TAG, Termo de Ajustamento de Gestão, com o TCE que nos dará melhor desempenho das publicidades. Esse prazo se estende por 12 meses para adaptação do sistema, mas nem vamos usar de todo esse tempo, já que nos próximos dias tudo isso vai estar resolvido e o portal transparência estará em cem por cento.

Notícia Max - A Casa recebeu diversas denúncias, principalmente contra a prefeita Lucimar Campos, todas foram devidamente investigadas?

Jânio Calistro - As denúncias que pareciam ser consistentes a Câmara foi buscar respostas e nada encontrou. Se nada encontrou, o arquivamento das denúncias foi o mais correto. Recebemos algumas denúncias que não tinham nada a ver com a situação e não passavam de acusações eleitoreiras. Claro, tem umas que o denunciante fez a acusação diretamente na Justiça, e quando isso acontece nos deixa de mãos atadas porque a Justiça tem muito mais aparato de trabalho investigatício que a Câmara.

Notícia Max -  O senhor assumiu a presidência em uma situação difícil, com déficit em caixa, como está hoje a Casa? O orçamento já está em ordem?

Jânio Calistro - Eu diria que a situação já esteve pior. Tive que começar minha gestão assumindo grandes dívidas de antecessores. Dessa forma, ao longo desses dois anos tive que fazer diversos pagamentos e parcelamentos que engessaram o orçamento. Em resumo; a próxima gestão será bem mais tranqüila, independente de ser mantido praticamente o mesmo valor de duodécimo, já que a arrecadação municipal não apresentou aumento significativo.

Notícia Max - Houve uma renovação de 52% nas eleições. É um reflexo de que a população não está satisfeita com os trabalhos dos vereadores?

Jânio Calistro - Creio que sim e só voltaram a ocupar a cadeira na Câmara aqueles que realmente mostraram um bom trabalho durante seu mandato. Em modéstia, eu me considero um vereador atuante. Ao longo desses quatro anos consegui apontar e aprovar mais de 800 indicações na Casa, sendo que desse total, mais de 60% delas (indicações) foram atendidas pelo Poder Executivo. Isso já beneficia dezenas de bairros ou milhares de munícipes várzea-grandenses. O resultado de tudo isso foi a minha expressiva votação nas urnas em outubro como o vereador mais votado do município, com 3.658 votos.

Notícia Max - E o projeto sobre o aumento dos salários dos vereadores, retirado da pauta de votação pela Casa, na ultima sessão, o que o senhor tem a dizer a respeito?

Jânio Calistro - Vejo com bons olhos a negatividade dos pares diante ao projeto que pedia aumento salarial dos parlamentares nesses tempos de crises e contenção de gastos. Isso não quer dizer que o aumento não seja legal, muito pelo contrário, é constitucional, mas o plenário achou por bem não aceitar a proposta do aumento. Isso será parte da nossa contribuição para ajudar a cidade a alavancar rumo ao progresso firme.

 

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