O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), prepara uma ampla reforma administrativa com o objetivo de reduzir despesas, modernizar a gestão pública e tornar a máquina estadual mais eficiente. As propostas estão sendo elaboradas por um grupo de aproximadamente dez técnicos de carreira e devem ser apresentadas até o fim da próxima semana.
Entre as medidas em análise estão a redução do número de secretarias, a revisão de gastos públicos e a simplificação de procedimentos administrativos. A intenção, segundo o governador, é diminuir os custos da estrutura governamental sem comprometer os serviços oferecidos à população.
“ Nós temos que diminuir o peso do Estado sobre o lombo do trabalhador, e nós faremos isso”, afirmou Pivetta durante conversa com jornalistas nesta quarta-feira (21).
O grupo de trabalho é formado por servidores de carreira do Estado e conta com a participação da vice-governadora eleita, Gisela Simona. A equipe está encarregada de elaborar um diagnóstico da administração pública e apresentar alternativas para conter despesas, aperfeiçoar sistemas e melhorar o funcionamento dos órgãos estaduais.
“Nesse momento, nós temos um grupo de trabalho, cerca de dez técnicos, todos de carreira do Estado de Mato Grosso. A Gisela, a vice-governadora eleita, também faz parte. E eles vão me apresentar, até o final da semana que vem, o plano de redução do tamanho, diminuição de gastos, contenção de despesas, modernização da máquina e melhoria dos sistemas”, declarou.
Secretarias podem passar por reorganização
Uma das possibilidades avaliadas é a reestruturação das secretarias estaduais, com eventual redução ou extinção de órgãos. A medida integra a proposta de enxugamento da administração, mas ainda não há definição sobre quais estruturas poderão ser modificadas.
A reforma também deve alcançar os procedimentos administrativos, com a intenção de tornar a gestão mais ágil e reduzir etapas burocráticas. Nesse contexto, Pivetta pretende simplificar os mecanismos de transferência de recursos aos municípios.
A proposta prevê ampliar o uso de transferências fundo a fundo, modalidade que permite o repasse direto de recursos entre fundos públicos, conforme as regras aplicáveis. A expectativa é facilitar a execução de projetos pelas prefeituras e diminuir entraves administrativos.
Equilíbrio fiscal e investimentos
A revisão da estrutura do Executivo ocorre em meio à preocupação com o equilíbrio das contas públicas e à necessidade de preservar a capacidade de investimento do Estado nos próximos anos.
As discussões contam também com a participação de Rogério Gallo, ex-secretário de Fazenda e procurador do Estado, que contribui com as avaliações relacionadas à contenção de despesas, à reorganização administrativa e à sustentabilidade fiscal.
Entre os pontos considerados estão os custos com pessoal, o funcionamento dos órgãos públicos e a manutenção dos investimentos estaduais. A intenção é identificar oportunidades de economia e melhorar a aplicação dos recursos públicos.
Outro tema mencionado pelo governador é a infraestrutura, especialmente a gestão da malha rodoviária estadual, que possui aproximadamente 12 mil quilômetros sob responsabilidade do governo. A área também está entre as prioridades que poderão passar por avaliação.
Propostas devem orientar próximas decisões
A expectativa é que o grupo técnico conclua o levantamento nos próximos dias e apresente medidas que sirvam de base para as primeiras decisões sobre a reorganização do Executivo.
Até o momento, Pivetta não detalhou quanto pretende economizar com a reforma, quantas secretarias poderão ser extintas ou reduzidas, nem estabeleceu um cronograma definitivo para a implementação das mudanças.
Os próximos passos dependerão da análise das propostas elaboradas pela equipe e da definição das medidas que serão efetivamente adotadas pelo governo estadual.
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