Os preços do milho continuam em trajetória de queda nas principais regiões produtoras monitoradas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O cenário atual é marcado por uma combinação de maior disponibilidade do cereal e enfraquecimento da procura interna, fatores que vêm pressionando as cotações nas negociações de janeiro.
De acordo com análise dos pesquisadores do Cepea, o clima favorável ao desenvolvimento da cultura contribuiu para um ritmo mais acelerado da colheita da safra de verão. Esse avanço reforçou a oferta no mercado interno, enquanto a demanda segue retraída. Parte dos compradores mantém a preferência pelo uso de estoques adquiridos anteriormente, o que reduz a liquidez nas novas negociações.
Além disso, há expectativa de que, com o avanço da colheita da soja, produtores necessitem liberar espaço nos armazéns e gerar caixa, o que pode forçar ainda mais os preços para baixo. Essa percepção leva alguns agentes a adiar novas compras, aguardando melhores oportunidades de barganha nas próximas semanas.
No campo, o panorama segue dividido entre colheita e plantio. Enquanto a colheita da safra de verão avança no Sul e Sudeste, a semeadura da segunda safra — a chamada “safrinha” — já foi iniciada em partes do Centro-Oeste e também em algumas áreas do Sul do país.
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