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AGRONEGÓCIO Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2026, 09:07 - A | A

Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2026, 09h:07 - A | A

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Soja recua com câmbio desfavorável e expectativa de safra cheia

Agrolink

A cotação da soja no mercado interno brasileiro registrou queda na terceira semana de janeiro, pressionada por dois fatores-chave: o recuo do dólar frente ao real e a aproximação de uma safra nacional robusta. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), esse cenário tem reduzido a competitividade da oleaginosa brasileira no mercado externo, com reflexo direto nos prêmios de exportação.

A valorização do real diante do dólar torna o produto nacional mais caro para os importadores, diminuindo o volume de negócios internacionais. Ao mesmo tempo, a estimativa de uma colheita recorde em 2024 contribui para a cautela dos compradores, que preferem adiar novas aquisições à espera de preços ainda mais baixos nas próximas semanas.

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que 3,2% da área cultivada com soja já havia sido colhida até 17 de janeiro. O ritmo supera o registrado no mesmo período da safra passada, quando apenas 1,2% da área havia sido colhida. O avanço nos trabalhos de campo amplia a oferta interna e reforça o movimento de queda nas cotações.

Além das cotações domésticas, os prêmios de exportação da soja brasileira também vêm perdendo força. Com a combinação de câmbio menos favorável e oferta crescente, os embarques se tornam menos atrativos, afetando a rentabilidade dos produtores e elevando a incerteza no mercado.

O atual contexto exige estratégia na comercialização. Com os preços sob pressão, muitos agricultores têm adotado uma postura de espera, aguardando possíveis oscilações favoráveis no câmbio ou novas movimentações da demanda externa.

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