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AGRONEGÓCIO Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2026, 09:05 - A | A

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Trigo reage no mercado internacional com apoio do clima

Agrolink

O mercado de trigo apresentou uma semana de recuperação moderada nos preços, influenciado por fatores climáticos, cambiais e pelo desempenho das exportações norte-americanas. Segundo análise semanal da TF Agroeconômica, o movimento de alta foi observado nas bolsas dos Estados Unidos, mesmo em um cenário global de oferta elevada e forte competição entre exportadores.

A valorização esteve associada principalmente à desvalorização do dólar frente ao euro, que acumulou queda de cerca de 1,65% na semana, aumentando a competitividade do trigo dos EUA no mercado internacional. Esse ambiente favoreceu tanto compras técnicas quanto comerciais. O relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos indicou vendas externas de 618,1 mil toneladas para a safra 2025/26, volume significativamente superior ao da semana anterior e acima das expectativas do mercado. No acumulado, as exportações norte-americanas alcançam 20,89 milhões de toneladas, crescimento anual de 18,1%, sinalizando demanda firme.

No campo, o agravamento das condições climáticas também contribuiu para sustentar os preços. A seca já atinge 42% das lavouras de trigo de inverno nos Estados Unidos, percentual bem acima do registrado no mesmo período do ano passado. Além disso, o risco de danos causados por frio intenso e tempestades de neve em regiões do Norte e do Meio-Oeste aumenta a percepção de risco produtivo e adiciona prêmio climático às cotações.

Por outro lado, o mercado segue atento às negociações envolvendo Estados Unidos, Rússia e Ucrânia, que podem reduzir tensões na região do Mar Negro e limitar movimentos mais expressivos de alta. Do ponto de vista técnico, os contratos demonstram recuperação no curto prazo, após reação a mínimas recentes, embora o médio prazo ainda seja marcado por cautela.

No Brasil, os preços mostram comportamento mais contido. O indicador Cepea/Esalq aponta recuperação gradual após mínimas próximas de R$ 1.020 por tonelada, com o mercado operando entre R$ 1.050 e R$ 1.055, em ambiente de baixa liquidez. No Paraná, as cotações seguem predominantemente laterais, oscilando entre R$ 1.170 e R$ 1.200 por tonelada, refletindo demanda limitada e negociações pontuais.

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