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16 de Julho de 2024

BRASIL Terça-feira, 09 de Julho de 2024, 09:05 - A | A

Terça-feira, 09 de Julho de 2024, 09h:05 - A | A

em Santa Cruz

Lula se reúne com presidente da Bolívia depois de tentativa de golpe

R7

presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda, nesta terça-feira (9), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Entre os compromissos públicos, estão uma reunião com o presidente boliviano Luis Arce para tratar da tentativa de golpe no país, realizada no fim de junho, além de uma cerimônia de assinatura de atos, declaração à imprensa e encontros com movimentos sociais e empresários.

Lula quer assumir o papel de mediador para atenuar a briga política na Bolívia, entre Arce e seu antigo padrinho político, o ex-presidente Evo Morales. Ambos buscam a preferência do Movimento ao Socialismo para disputar a candidatura à Presidência em 2025 e rivalizam pelo controle do partido.

O general Juan José Zúñiga foi preso por comandar o levante. O militar acusou Arce de encomendar a ele um “autogolpe” para reverter a baixa popularidade — o governo nega. A partir de então, Evo fez coro com opositores, passou a questionar a versão oficial e a disseminar a narrativa de que tudo não passou de armação.

Por estar no cargo, o grupo de Arce entende que o atual presidente teria a prerrogativa de disputar seu segundo mandato, em 2025. Mas Evo deseja voltar ao poder, embora tenha sido considerado impedido pelo tribunal constitucional. Arce, por sua vez, afirma que a decisão deve ser das organizações sociais que são a base do Movimento ao Socialismo.

A tentativa de golpe na Bolívia ocorreu em meio à queda na exportação de gás natural, contração nas reservas de dólar e inflação. Naturalmente, o descontentamento da população afeta a popularidade de Arce. Agora, Lula vai conversar com o boliviano para debater o golpe militar e o futuro do país, a fim de afastar qualquer medida irrazoável no continente e fortalecer os membros do bloco latino-americano.

Cúpula do Mercosul

Lula e Arce se encontraram na última segunda-feira (8), durante cúpula do Mercosul, em Assunção, capital do Paraguai. Na reunião, os países formalizaram a entrada da Bolívia no bloco econômico. Com a medida, o Mercosul passa a ter 300 milhões de habitantes, uma extensão territorial de 13,9 milhões de km² e um PIB (Produto Interno Bruto) total de US$ 3,5 trilhões.

Na ocasião, o presidente brasileiro voltou a criticar a tentativa de golpe. “A reação unânime ao 26 de junho na Bolívia e ao 8 de Janeiro no Brasil demonstra que não há atalhos na democracia em nossa região, mas é preciso permanecer vigilante. Falsos democratas tentam solapar as instituições e colocá-las a serviço de interesses reacionários”, disse.

Lula criticou as experiências neoliberais no continente sul-americano, mas não citou o argentino Javier Milei, ausente no evento. “Democracia e desenvolvimento andam lado a lado. Os bons economistas sabem que o livre mercado não é uma panaceia para a humanidade... No mundo globalizado, não faz sentido recorrer ao nacionalismo arcaico e isolacionista. Tão pouco há justificativa para resgatar as experiências ultraliberais que apenas agravaram as desigualdades em nossa região.”

Agenda em Brasília

No fim do dia, Lula retorna às terras brasileiras e, na quarta-feira (10), se reúne com o comitê interministerial para inclusão socioeconômica de catadoras e catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis. Na quinta-feira (11), o presidente assina o decreto de reajuste do programa Bolsa Atleta.

 

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