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CIDADES Segunda-feira, 09 de Março de 2026, 05:41 - A | A

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CONSCIENTIZAÇÃO

Março Amarelo: 30 a 50% das mulheres com a Endometriose podem apresentar infertilidade

Em todo o mundo, são mais de 170 milhões de mulheres acometidas pela patologia

Elloise Guedes

Março também é o mês mundial de conscientização sobre a endometriose. Uma doença comum às mulheres em período reprodutivo atinge aproximadamente 7 milhões de brasileiras, de acordo com estimativa da Associação Brasileira de Endometriose. Em todo o mundo, são mais de 170 milhões de mulheres acometidas pela patologia. A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), reforça que a condição é frequentemente uma causa de infertilidade, afetando até 30 a 50% das mulheres com endometriose.

No Brasil, uma em cada dez mulheres possui algum tipo de endometriose. Isso significa que cerca de 10 milhões de mulheres sofrem com a endometriose em solo brasileiro, conforme informações da OMS. Segundo especialistas, a endometriose é a principal causa de infertilidade e dor pélvica. A endometriose é uma doença ginecológica benigna e crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial, que reveste o útero, fora do órgão.

Ela atinge mulheres em período reprodutivo devido à alta exposição ao estrogênio, hormônio responsável pelo controle da ovulação e pelo desenvolvimento de características femininas. A idade, a primeira menstruação precoce, a menopausa tardia, história familiar de primeiro grau, sedentarismo, dieta e nunca ter engravidado são alguns dos fatores de risco.

Identificar os primeiros sintomas o mais cedo possível pode fazer toda a diferença para um diagnóstico precoce. Cólicas extremamente dolorosas, dores na região lombar e durante as relações sexuais também podem ser sinais da presença de tecido endometrial fora do útero, que é o que define a endometriose. É importante perceber se as dores, incômodos e sangramentos aumentam a cada ciclo menstrual e a cada relação íntima.

Além das queixas das dores e fluxo contínuo da menstruação, há outras formas de detecção da endometriose, como exame clínico, por meio do toque vaginal, realizado por um profissional experiente e considerado de grande valia. Mas os exames de imagem, como ultrassom transvaginal e a ressonância magnética são fundamentais.

Com o avanço das pesquisas e a melhora progressiva da qualidade dos exames, a endometriose pode ser diagnosticada e tratada precocemente. As cirurgias laparoscópicas, por exemplo, são eficazes em casos de endometriose superficial e nos ovários – onde é feita uma pequena incisão no ovário para retirada da cápsula de sangue formada no local.

É importante ressaltar que a doença não tem cura, nem é possível preveni-la. Para tratar as endometrioses profundas recorre-se a cirurgias mais complexas, envolvendo equipe multiprofissional. Em casos de infertilidade, as técnicas de fertilização assistida podem ser bem-sucedidas e permitem às mulheres engravidar.

SINTOMAS

Os sinais são variados. Alguns como a cólica podem passar despercebidos, no entanto, a doença tem sintomas específicos como: dores pélvicas crônicas; dor durante as relações sexuais; alterações intestinais como distensão abdominal, constipação intestinal, sangramento nas fezes e dores em região do ânus durante o período menstrual; alterações urinárias como disúria, hematúria, polaciúria e urgência miccional no período menstrual e infertilidade. Vale ressaltar que a mulher que apresentar qualquer sintoma precisa procurar a ajuda de um profissional.

MARÇO LILÁS

O câncer de colo do útero é a quarta maior causa de morte entre as mulheres brasileiras, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). A campanha tem como objetivo, reduzir o número de mortes e promover a prevenção contra a doença desde cedo.

Além disso, a data também alerta sobre a importância de se proteger contra as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), uma vez que o vírus HPV é a principal causa do câncer de colo do útero. Durante todo o mês de março, mulheres são incentivadas a manter uma rotina de visitas ao ginecologista e a fazer exames preventivos com a orientação médica.

A doença é silenciosa nos estágios iniciais e geralmente está relacionada à infecção pelo vírus HPV, sendo possível o diagnóstico através do exame Papanicolau, onde as células do colo do útero são coletadas e analisadas para identificar a possível presença de lesões.

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