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CIDADES Segunda-feira, 24 de Outubro de 2016, 10:38 - A | A

Segunda-feira, 24 de Outubro de 2016, 10h:38 - A | A

CONTRA PEC 241

Técnicos da UFMT iniciam greve por tempo indeterminado

Da Redação

Reprodução

 

Os trabalhadores técnico-administrativos da UFMT entraram em greve nesta segunda-feira (24). Como parte da mobilização, o  comando local de greve fechou a guarita 02 da UFMT, acesso bairro Boa Esperança. A guarita 01, avenida Fernando Correa da Costa, permanecerá aberta, porém, a categoria não descarta o fechamento total caso o Governo Federal e o Congresso Nacional sigam adiante com a tramitação e aprovação da PEC 241, projeto de emenda constitucional que congela por 20 anos o orçamento da seguridade social, educação, e assim promover grande sucateamento nas universidades públicas.

Ainda nesta segunda-feira (24), uma panfletagem foi realizada na guarita 01 para explicar a toda comunidade acadêmica os motivos da greve. Em todo o país, 25 universidades iniciaram o movimento paredista. A expectativa da Federação Nacional (Fesubra)  que representa a categoria é que mais universidades deliberem pela greve.

 “As universidades de todo o país estão realizando assembleias para definirem se aderem à greve. Trata-se de uma luta em defesa da educação, saúde, previdência pública. A PEC 241 é um absurdo. Ela congela os investimentos por 20 anos. Ela tira autonomia dos próximos governos, coloca em risco uma geração inteira de brasileiros. O assunto é extremamente sério e vem sendo tratado de forma superficial pelo Governo”, destacou a coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnicos e Administrativos da Universidade Federal de Mato Grosso (Sintuf), e também da Fasubra, Léia de Souza Oliveira.

 “Em uma reunião que tivemos com o novo ministro da Educação, fomos informados que o Governo desconhece os termos de acordo da última greve da categoria, que dificilmente cumprirá com o reajuste de 5%. Estamos falando de menos da metade da inflação, e mesmo assim este Governo afirma que não haverá recursos. Com a aprovação desta PEC 241, será aberto o caminho para cobrança de mensalidades nas universidades públicas, representando o fim do acesso do filho do trabalhador no ensino superior”, ressaltou Léia.

Os trabalhadores farão uma assembleia geral nesta terça-feira (25) para deliberar as próximas ações da greve.

 

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