Os Estados Unidos apreenderam nesta quinta-feira (15) mais um petroleiro ligado à Venezuela no mar do Caribe. A operação foi revelada pela agência de notícias Reuters revelou a operação e os EUA confirmaram.
O Exército dos EUA e a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, confirmaram a apreensão. O petroleiro se chama Veronica e navegava com a bandeira da Guiana, segundo o site de monitoramento marítimo Marine Traffic.
"Em outra ação antes do amanhecer, fuzileiros navais e marinheiros da Força-Tarefa Conjunta Southern Spear, em apoio ao Departamento de Segurança Interna, partiram do USS Gerald Ford e apreenderam o Motor/Tanker Veronica sem incidentes", afirmou o Comando Sul do Exército norte-americano.
Um vídeo da apreensão compartilhado pelo Exército dos EUA mostra uma aeronave chegando de helicóptero ao petroleiro e, em seguida, tropas descendo de corda a bordo do Veronica.
Kristi Noem afirmou que o Veronica integra a "frota fantasma" da Venezuela, um grupo de petroleiros que o governo Trump acusa o regime venezuelano de utilizar para burlar sanções impostas pelo governo americano à indústria petrolífera de Caracas. "Como já demonstramos em múltiplas abordagens, não há como fugir ou escapar da justiça americana", afirmou a secretária nas redes sociais.
Esta é a sexta apreensão de petroleiros ligados à Venezuela feita pelo governo Trump, em meio a um "bloqueio total" imposto ao petróleo venezuelano e à tutela do governo de Caracas e do petróleo do país pela Casa Branca após a deposição do ditador Nicolás Maduro.
A nova apreensão ocorre horas antes de um encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e a opositora venezuelana María Corina Machado, marcado para as 14h, no horário de Brasília, na Casa Branca.
Investida dos EUA contra petroleiros
A apreensão mais recente pelos EUA de um petroleiro ligado à Venezuela ocorreu na última sexta-feira (9) no Caribe, perto de Trinidad e Tobago.
"Mais uma vez, nossas forças conjuntas interagências enviaram uma mensagem clara esta manhã: 'não há refúgio seguro para criminosos'. A Operação Southern Spear do Departamento de Guerra mantém-se firme em sua missão de defender nossa pátria, pondo fim às atividades ilícitas e restaurando a segurança no Hemisfério Ocidental", diz o post que traz também um vídeo.
O navio, identificado como Olina, navegava falsamente sob a bandeira de Timor-Leste, segundo a base de dados pública de navegação Equasis. Ele estava sancionado pelos EUA desde janeiro do ano passado, quando ainda se chamava Minerva M.
Uma fonte do setor marítimo afirmou à agência de notícias Reuters que o petroleiro havia deixado a Venezuela na semana passada, totalmente carregado com petróleo, logo após os EUA prenderem o presidente venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro, e estava retornando ao país, também totalmente carregado.
"O rastreador AIS (de localização) da embarcação esteve ativo pela última vez há 52 dias na ZEE venezuelana, a nordeste de Curaçao. A apreensão ocorre após uma longa perseguição a navios-tanque ligados a carregamentos de petróleo venezuelano sujeitos a sanções na região", afirma a empresa britânica de gestão de riscos marítimos Vanguard.
Na quarta-feira (7), ocorreram duas apreensões de petroleiros no mesmo dia:
Após as apreensões, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o bloqueio de petroleiros venezuelanos "continua em vigor em todo o mundo".
O presidente dos EUA, Donald Trump, impôs em dezembro um "bloqueio total" às embarcações. Duas delas foram interceptadas em 2025.
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