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INTERNACIONAL Segunda-feira, 10 de Outubro de 2016, 14:28 - A | A

Segunda-feira, 10 de Outubro de 2016, 14h:28 - A | A

DESTRUIÇÃO NO CARIBE

Haiti retoma aulas após passagem de furacão Matthew

Agência Efe

Escola em Port Salut ficou destruída pela passagem do furacão (Foto: Andres Martinez Casares/Reuters)

 

O Haiti retomou nesta segunda-feira (10) as aulas nas escolas após a passagem do potente furacão Matthew, que deixou mais de mil mortos e afetou mais de 1 milhão. As aulas nas zonas mais afetadas, algumas das quais seguem incomunicáveis, seguem paralisadas.

 

Em comunicado, o Ministério da Educação informou que cerca de 300 escolas foram afetadas parcialmente ou destruídas pela tempestade, cujo olho tocou terra na terça-feira no oeste do país.

 

Além disso, várias escolas estão sendo usadas por desalojados.

 

Para as zonas afetadas pelo furacão, o governo prepara o lançamento dos projetos de reabilitação da infraestrutura para facilitar o retorno das aulas no menor tempo possível, acrescentou o comunicado.

 

A pasta recomendou ainda que os diretores de escolas e professores organizarem, durante esta semana, atividades educativas sobre furacões e seu impacto na sociedade haitiana.

 

O Haiti vive nesta segunda-feira o segundo dia de luto nacional pelas vítimas do furacão Matthew, que causou danos ainda em avaliação, porque muitas das zonas mais afetadas seguem incomunicáveis.

 

O furacão obrigou as autoridades eleitorais a adiarem o pleito geral previsto para domingo (9). O Conselho Eleitoral Provisório (CEP) deve se reunir nas próximas horas para definir a nova data do pleito.

 

A prioridade das autoridades é chegar até as localidades mais atingidas e dar resposta aos milhares de afetados da catástrofe para evitar um eventual surto de cólera, epidemia que afetou o país após o terremoto de 2010, agravando a crise humanitária.

 

Desde outubro de 2010, o Haiti reportou mais de 790 mil casos de cólera com mais de 9,3 mil mortes, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPS), que garantiu que, em seu ponto máximo, em 2011, os casos de cólera foram chegando a uma média de 6.766 semanais.

 

De acordo com o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), 1,4 milhões de pessoas necessitam ajuda de emergência no Haiti, o país mais pobre da América e muito vulnerável aos desastres naturais.

 

Enquanto a agência Reuters contabiliza mil mortos pelo furacão Matthew, os últimos números divulgados pela Defesa Civil haitiana citam 372 mortos, quatro desaparecidos, 246 feridos e 175 mil pessoas deslocadas em 224 refúgios.

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