Agência Brasil

Dormir uma hora antes para conseguir acordar no horário é a dica do médico Marcelo Sandrin
O início do horário de verão a partir da zero hora do domingo (16), quando os relógios foram adiantados em 1 hora, muda a rotina da população que sente o impacto no próprio corpo.
A escola é um dos locais onde se percebe o impacto da nova rotina logo nos primeiros dias. Para o coordenador geral da Escola Estadual Liceu Cuiabano, a mais antiga de Cuiabá, o horário de verão interfere bastante na vida escolar, que pede paciência aos professores até a adaptação dos estudantes.
"Muitos alunos chegam atrasados e ainda acabam dormindo em sala de aula, o que afeta o aprendizado. Por conta disto, na primeira semana os professores são orientados a permitir o atraso de uma hora para que não ocorram prejuízos".
Os estudantes do 2º ano do ensino médio, Elisson Borges Sanches, 17 anos, e Natielly Fernanda da Hora Pereira, 15 anos, sentem dificuldades para acordar mais cedo e ficam mais cansados até se adaptar ao horário.
A monitora, que trabalha na mesma escola, Lucinete de Arruda Pulhões, admite "odiar" o horário. "Preciso estar no ponto de ônibus às 5 horas da manhã e tenho medo de ser assaltada. O dia ainda está escuro", desabafa. Além disso, conta que sente dores de cabeça e que mesmo passado algum tempo não consegue se acostumar.
O comércio também sofre os reflexos na mudança brusca do relógio. Segundo a proprietária de uma rede de 13 lojas de confecção em Cuiabá e Várzea Grande, Adriele Vidoti, os funcionários se mostram cansados e o rendimento fica comprometido na primeira semana do horário de verão. "Depois que acostumam com a nova rotina tudo se estabiliza", diz.
O médico clínico geral e intensivista, Marcelo Sandrin, explica que nos primeiros dias as pessoas tendem a sentir irritação e sonolência por que o organismo reage a mudança.
Ele salienta que nada grave pode acontecer no organismo das pessoas. "Depois da adaptação, que normalmente acontece nos primeiros dias, as pessoas começam a se sentir melhor e a rotina vai se normalizando".
Para diminuir os impactos no dia a dia, ainda segundo o médico, é preciso dormir uma hora mais cedo, principalmente no início do horário de verão, a fim de evitar alguns incômodos e acostumar mais rápido.
Economia
Segundo estimativa do governo federal, durante os quatro meses de funcionamento, o horário de verão deve gerar uma economia de R$147,5 milhões ao país.
A expectativa é que seja possível reduzir o consumo de energia nestes estados em 0,5%, de acordo com o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (Comse).
Durante o horário de maior consumo de energia, entre 18h e 21h, a expectativa é que haja uma redução da demanda máxima de 3,7% no Sudeste/Centro-Oeste e de 4,8% no Sul.
Sem fim
O deputado federal por Mato Grosso, Vitório Galli (PSC), chegou a encaminhar um ofício ao governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB) propondo que o Estado não adotasse o horário de verão a partir deste ano.
No documento, Galli pedia a realização de uma consulta pública sobre o tema alegando que Mato Grosso tem um baixo consumo de energia, em comparação à média nacional. Não obteve resposta.
Segundo ele, o pior são os riscos que as pessoas correm ao sair muito cedo para escola e trabalho, com tudo na escuridão.
CLIQUE AQUI e faça parte do nosso grupo para receber as últimas do Noticia Max.
0 Comentários