As aulas gratuitas de rasqueado e lambadão realizadas no Complexo Biocultural do Porto vêm se consolidando como uma das principais iniciativas de valorização da cultura popular cuiabana em 2026. As atividades acontecem todas as quintas-feiras, das 19h às 22h, no espaço localizado no Complexo Biocultural do Poto, antigo Mercado do Porto, ao lado do Aquário Municipal, e seguem ao longo de todo o ano, sob a orientação do professor Vladimir Reis. Diante da grande procura e do elevado número de inscritos, a direão do complexo avalia a possibilidade de abertura de uma nova turma.
Aberto a pessoas de todas as idades, o projeto vai além do ensino da dança. A proposta é integrar a comunidade da Baixada Cuiabana ao Complexo, fortalecendo vínculos sociais, promovendo bem-estar físico e mental e reafirmando a identidade cultural da região. Segundo a diretora do Complexo Biocultural do Porto, Célia Moura, “ensinar os ritmos da terra no berço histórico do Porto é devolver a alma ao lugar e garantir que essa cultura continue viva nas novas gerações”.
De acordo com a gestora, a gratuidade das aulas é um ponto central da iniciativa. “Quando o lambadão toca, ele manda um recado claro: este espaço é da comunidade. Não há barreiras, nem muros invisíveis”, destaca. A presença constante de famílias, jovens e idosos transforma o Complexo em um espaço de convivência segura, afetiva e democrática, contribuindo também para a preservação do patrimônio público.
Outro aspecto ressaltado por Célia Moura é o papel das aulas como elo entre Cuiabá e Várzea Grande. “O Porto sempre foi ponto de encontro. O rasqueado e o lambadão são linguagens comuns aos dois lados do rio e ajudam a construir uma integração real entre as cidades”, afirma. A escolha dos ritmos também favorece o encontro de gerações, reunindo no mesmo ambiente a memória dos mais velhos e a energia da juventude.
Além do impacto cultural, o projeto tem reflexos diretos na saúde e na qualidade de vida dos participantes. A dança funciona como atividade física, combate o sedentarismo e estimula a socialização. “Dançar melhora a autoestima, fortalece os laços comunitários e cria uma rede de apoio natural, especialmente para idosos e pessoas em situação de isolamento”, observa a diretora.
Para participar, basta comparecer ao Complexo Biocultural do Porto e realizar a inscrição para obtenção da carteirinha de acesso. A iniciativa integra uma programação mais ampla do espaço, voltada à diversificação de atividades culturais e de bem-estar, reforçando o papel do Porto como um território vivo, de pertencimento e de valorização da cultura cuiabana.
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