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POLÍCIA Terça-feira, 27 de Janeiro de 2026, 16:50 - A | A

Terça-feira, 27 de Janeiro de 2026, 16h:50 - A | A

OPERAÇÃO PERFÍDIA

PC mira funcionária de hospital por desvio de R$ 400 mil de clientes de cirurgias plásticas

Investigada utilizava sua função de confiança para fazer cobranças e pedidos de transferências pelos procedimentos realizados na unidade hospitalar

Da Redação

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (27.1), a Operação Perfídia para cumprimento de ordens judiciais contra uma mulher envolvida em crime de furto mediante abuso de confiança. Ela teria causado um prejuízo de mais de R$ 400 mil a um hospital especializado em cirurgias plásticas na Capital.

Foram cumpridos, na operação, mandados de busca e apreensão domiciliar, quebra do sigilo dos dados do aparelho telefônico, sequestro de bens móveis e imóveis e quebra do sigilo bancário, expedidos pela Justiça contra a funcionária.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, apontaram que a investigada era funcionária do hospital e utilizou sua função de confiança para acessar o sistema financeiro da entidade e, reiteradamente, apropriar-se de valores da unidade.

Os valores subtraídos eram transferidos para uma conta de titularidade da investigada e para outra conta vinculada a um instituto, sendo possível identificar diversas transferências, pagamentos e Pix destinados à investigada, os quais não possuem nenhum respaldo contratual ou justificativa operacional.

Modo de ação

Na fraude financeira, os pacientes realizavam pagamentos referentes a cirurgias e procedimentos médicos, acreditando que os valores estavam sendo destinados ao hospital. De posse das informações da agenda cirúrgica, ela emitia recibos ou orientava os pacientes a realizar transferências Pix ou pagamentos por maquininha de cartão.

Os valores eram depositados diretamente em contas controladas pela investigada, e não na conta institucional do hospital. Para dar aparência de legalidade, em alguns casos, a investigada chegou a emitir nota fiscal falsa, simulando procedimentos não realizados ou utilizando informações falsas.

Continuidade dos crimes

A investigada foi desligada da empresa em fevereiro de 2025, mas, mesmo assim, continuou a se passar por funcionária, mantendo contato com pacientes e solicitando novos pagamentos, mesmo sem vínculo com o hospital, o que demonstra a permanência do dolo e a intenção de continuidade delitiva.

Segundo o delegado Luiz Felipe Leoni, responsável pelas investigações durante o cumprimento das ordens judiciais, foi apreendido um veículo Toyota Corolla, que estava em posse da investigada.

“A recuperação de ativos é um dos fundamentos da máxima efetividade na persecução criminal, ante a descapitalização dos agentes criminosos como estratégia importante no combate ao crime. Tais premissas têm norteado esta Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cuiabá”, pontuou o delegado.

Perfídia

O nome da operação, que significa traiçoeiro e desleal, faz referência à quebra de confiança praticada pela investigada contra os pacientes e a entidade em que trabalhava.

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