O São Paulo vive momentos de tensão e que podem se prolongar ainda por muito tempo. Este poderia ser o comentário de um narrador de uma partida do Tricolor, mas também serve para descrever o atual ambiente do clube fora do gramado.
O time fez sua estreia da temporada 2026 no Campeonato Paulista jogando contra o Mirassol no último domingo (11), e sofreu uma derrota de 3 a 0.
Neste século, o São Paulo só perdeu seis vezes por três gols de diferença no Estadual. Se a conta excluir os grandes paulistas (Corinthians, Palmeiras e Santos), a lista se reduz a dois nomes: São Caetano e Audax. Em 2007, o Tricolor perdeu por 4 a 1 para o São Caetano. O placar se repetiu na derrota para o Audax, em 2016. Agora, o Mirassol ajuda a escrever uma nova página negativa na história do clube do Morumbi.
Após o jogo, o clima tenso marcou a entrevista concedida pelo técnico Hernán Crespo. O argentino não escondeu que o momento do clube é delicado, mas não quis focar nos problemas extracampo.
“É um momento delicado, mas estamos trabalhando para evoluir. Estamos aqui para tentar fazer o melhor possível, e acredito que podemos conseguir. É um momento sensível, mas há muita gente aqui para ajudar”, disse.
O São Paulo começou o ano com sete jogadores que deixaram o clube. O goleiro Leandro, o volante Luiz Gustavo e os atacantes Juan Dinenno e Emiliano Rigoni não renovaram o contrato. Os laterais Maílton e Patryck Lanza foram emprestados para o Fortaleza e Juventude, respectivamente. Jandrei, que teve o contrato de empréstimo estendido, também não volta ao Morumbi.
Por outro lado, até agora apenas dois novos nomes chegaram para reforçar o elenco. O meio-campista Danielzinho, que estava no Mirassol, deve ficar até o fim de 2027 no Tricolor. O goleiro Carlos Coronel, livre desde que deixou o NY Red Bulls, veio para disputar posição com Rafael. Os reforços chegaram ao clube sem custos de transferência.
Mas o ano ainda promete uma possível debandada de jogadores. Pelo menos oito jogadores têm contrato até 31 de dezembro de 2026, incluindo os atacantes Lucas, Luciano e Calleri.
Com problemas financeiros, o clube deve passar por dificuldades em montar ou mesmo manter um elenco competitivo este ano.
Acrescente-se a isso, as investigações criminais que envolvem a diretoria do clube.
Nesta semana, pelo menos um primeiro passo para mudar o ambiente do São Paulo pode ser dado. O Conselho Deliberativo do São Paulo marcou um encontro para a sexta-feira (16) para discutir o pedido de impeachment do presidente Julio Casares, suspeito de lavagem de dinheiro e fraudes financeiros.
Caso o Conselho aprove o impeachment, o presidente do Conselho Deliberativo deverá convocar uma Assembleia Geral em até 30 dias para votação dos sócios do clube, que confirmarão ou rejeitarão a decisão do Conselho. Neste caso, maioria simples basta para destituir Casares do cargo. Durante esse intervalo de 30 dias, Julio Casares ficará afastado da presidência do São Paulo e o vice-presidente Harry Massis Junior assume o cargo.
Enquanto isso, a bola rola dentro de campo para o time do São Paulo. O Tricolor enfrenta o São Bernardo, nesta quinta-feira (15), no Morumbi, e terá o clássico contra o Corinthians no domingo (18), provavelmente com um clima tenso ainda envolvendo os jogadores e a torcida cobrando resultados.
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