Cinco cabeças humanas decapitadas foram encontradas expostas em uma praia turística do Equador no último domingo (11), em um episódio que chocou moradores e visitantes.
Os restos mortais foram pendurados entre dois postes de madeira, presos por uma corda verde, na faixa de areia do balneário de Puerto López, no litoral do Pacífico.
Segundo o site equatoriano Primicias, junto às cabeças havia um cartaz com uma mensagem direcionada a gangues criminosas. O texto fazia referência direta à prática de extorsão contra pescadores locais e incluía ameaças explícitas, sugerindo que o território estaria sob controle de outro grupo armado.
De acordo com o conteúdo do bilhete, os autores do crime advertiam as quadrilhas para que continuassem “saindo para roubar os pescadores” e exigindo “cartões de vacina”, termo usado no país para designar pagamentos forçados cobrados por grupos criminosos. A mensagem indicava que todas as vítimas dessa extorsão já estariam sob domínio dos responsáveis pelo aviso.
As autoridades informaram que os corpos das vítimas ainda não foram localizados, mas a polícia conseguiu identificar os cinco homens. Apenas um deles, Bernardo Ramon Medranda Mendoza, de 24 anos, possuía antecedentes criminais, com registros por porte e posse ilegal de armas de fogo.
Até o momento, nenhuma prisão foi realizada em conexão com o caso. A polícia segue investigando a autoria e a motivação exata do crime, que é tratado como uma demonstração de poder entre facções ligadas ao narcotráfico.
Puerto López enfrenta atualmente uma escalada de violência associada à atuação de cartéis internacionais de drogas. Em 28 de dezembro, um tiroteio ocorrido em frente à praia deixou seis mortos, incluindo um bebê, além de três pessoas feridas, aumentando o clima de medo na região.
O Equador se tornou um ponto estratégico no tráfico global de cocaína por estar localizado entre Peru e Colômbia, países responsáveis por grande parte da produção mundial da droga. Essa posição geográfica tem intensificado a disputa entre organizações criminosas pelo controle de rotas e territórios.
Nos últimos anos, o governo equatoriano declarou guerra aos cartéis de drogas. O presidente Daniel Noboa, de 38 anos, lançou uma ofensiva armada contra as facções criminosas há dois anos. Apesar disso, o país registrou em 2025 uma taxa recorde de homicídios, com 52 mortes por 100 mil habitantes, segundo dados do Observatório do Crime Organizado.
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