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INTERNACIONAL Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2016, 11:28 - A | A

Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2016, 11h:28 - A | A

CRISE NO MERCOSUL

Chanceler venezuelana diz ter sido agredida em Buenos Aires e culpa Macri

Agencia EFE

REPRODUÇÃO

 

A ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou na quarta-feira (14), em Buenos Aires, que foi agredida por um policial em sua chegada à chancelaria argentina e por um funcionário no interior do edifício, e garantiu que se trata de "uma vingança pessoal" do presidente da Argentina, Mauricio Macri.

 

Esta afirmação faz referência a um desencontro que houve entre o presidente Macri e Rodríguez na cúpula do Mercosul organizada em dezembro de 2015 na capital do Paraguai.

 

Durante o evento em Assunção, que foi a primeira reunião internacional de Macri como presidente, este pediu a libertação de "presos políticos" venezuelanos, ao que a chanceler venezuelana, que representava o presidente Nicolás Maduro na reunião, respondeu acusando-lhe de ingerência e de ter uma "dupla moral".

 

Em entrevista à imprensa com o braço imobilizado, a ministra venezuelana relatou que a agrediram em "termos muito extremos" quando ela se postou em frente à polícia.

 

"Frente aos escudos levantei as mãos e disse 'sou a chanceler da Venezuela' e nesse momento não me dei conta e um policial me bateu da mesma forma que no resto da minha delegação", contou Rodríguez, acrescentando que, quando tentou depois ingressar na sala onde se encontravam reunidos os chanceleres de Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina, um funcionário a pegou pelo braço e a "sacudiu".

 

Quando perguntada por sua possível lesão, a ministra venezuelana explicou que foi um médico quem decidiu imobilizá-la e, "nas próximas horas", quando "cumprir o compromisso", tirará radiografias.

 

A ministra das Relações Exteriores da Venezuela tentou participar do encontro dos chanceleres do bloco do Mercosul ao qual não tinha sido convidada.

 

A Venezuela, que em 2012 aderiu oficialmente ao grupo, foi afastada no início do mês do bloco regional por supostamente não ter cumprido o Protocolo de Adesão, uma decisão que o governo de Nicolás Maduro rejeitou por considerá-la "ilegal".

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