O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não gostaria de ordenar uma ação militar no Irã, mas que "às vezes é necessário" ao ser questionado sobre as tensões com Teerã nesta sexta-feira (27).
Trump conversou rapidamente com repórteres na porta da Casa Branca antes de embarcar para uma viagem ao Texas e garantiu que deseja um acordo com o governo iraniano.
Com a mediação de Omã, os dois países vêm buscando uma solução diplomática que assegure um novo acordo nuclear. Segundo o presidente norte-americano, uma nova rodada de conversas irá ocorrer ainda nesta sexta.
"Ainda não tomei uma decisão sobre o Irã . Não estou satisfeito com a forma como negociaram, mas novas negociações são esperadas nesta sexta. Quero fazer um acordo, mas o Irã não pode ter armas nucleares", afirmou Trump, que ao ser perguntado sobre uso de força militar, acrescentou: "Não quero, mas às vezes é necessário".
A nova rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano começou nesta quinta-feira (26). O encontro foi pausado após cerca de três horas de tratativas pela manhã e foi retomada por mais uma hora no fim da tarde.
Nem os EUA nem o Irã se pronunciaram de forma oficial sobre a suposta pausa nas negociações ou sobre o resultado do encontro. Porém, de acordo com o site americano Axios, os americanos avaliaram a reunião como positiva.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que o encontro resultou em um "bom progresso". Já o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr bin Hamad Al-Busaidi, que está na mediação das conversas, afirmou que houve "progresso significativo".
A reportagem do "Axios" diz ainda que os negociadores dos EUA se mostraram dispostos a demonstrar certo grau de flexibilidade para permitir que Teerã enriqueça urânio, desde que provassem que não buscam construir uma bomba nuclear.
Nesta sexta, o chanceler iraniano pediu que os Estados Unidos abandonem as "exigências excessivas" para alcançar o acordo.
Com as tensões no Oriente Médio em alta, também nesta sexta, o governo americano autorizou funcionários diplomáticos não essenciais de sua embaixada em Israel a deixar o país.
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