O São Paulo anunciou uma parceria com a Ticketmaster para integrar a bilheteria do clube e o programa Sócio Torcedor em um único sistema. A iniciativa faz parte de um processo de modernização dos serviços oferecidos ao torcedor e será implementada gradualmente.
Atualmente, a venda de ingressos e o Sócio Torcedor funcionam em plataformas diferentes. Porém, com o novo acordo, os dois serviços passarão a operar em um ecossistema único, permitindo que o associado tenha acesso ao programa de benefícios e à compra de ingressos em uma mesma estrutura digital.
Segundo o clube, a integração facilitará o acesso aos jogos, o gerenciamento da conta de sócio e o desenvolvimento de novos serviços e benefícios voltados aos torcedores.
Cofres cheios
O acordo entre São Paulo e Ticketmaster renderá R$ 140 milhões, de maneira antecipada, aos cofres do clube. Tal montante funcionará como uma espécie de empréstimo.
A diretoria tricolor deve utilizar o recurso para quitar as pendências com o elenco profissional e os demais compromissos a curto prazo. Neste momento, o clube chegou a um atraso de quatro meses nos direitos de imagem dos jogadores.
Já a parceria para operação de bilheteria passará a valer em 1º de janeiro de 2027. A integração do Sócio Torcedor dependerá do encerramento do contrato atual com o fornecedor responsável pelo programa, a Feng.
Além disso, a parceria também prevê a renovação do Memorial Luiz Cássio dos Santos Werneck, no Morumbis. O espaço dedicado à história do clube passará por reformas e terá curadoria do próprio São Paulo.
De acordo com o Tricolor, a intenção é utilizar a nova estrutura tecnológica para ampliar a relação com os torcedores. Segundo o São Paulo, isso serviria tanto nos dias de jogos quanto nas demais experiências ligadas ao clube.
Detalhes do acordo
O acordo com a Ticketmaster abrange a possibilidade de uma antecipação de R$ 110 milhões para o São Paulo utilizar como bem entender. A liberação do valor seria feita 45 dias após a assinatura do contrato. O acordo funcionará como uma espécie de empréstimo, uma vez que o montante adiantado será devolvido pelo Tricolor à empresa em cinco anos, com taxa de juros seguindo o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) mais 1,99%.
Além disso, a nova empresa pagará cerca de R$ 30 milhões pelo uso de um camarote no Morumbis, e investirá R$ 6 milhões para reformar o museu do São Paulo no local.
O novo contrato com a ticketeira também adiciona um "limite" da verba a ser devolvido pelo São Paulo: apenas R$ 1,8 milhão por mês será retornado à empresa, independente do valor total da renda somada ao fim do mês. Contudo, esse repasse também será feito em meses sem grandes rendas com bilheteria no estádio, como aconteceu durante a pausa da Copa do Mundo este ano, por exemplo.
A negociação entre as partes envolveu, ainda, a gestão do programa de sócio-torcedor do São Paulo, que atualmente é administrado pela Feng. Com isso, a diretoria tende a reduzir custos, além de entender que pode oferecer um serviço melhor aos torcedores.
Como a Ticketmaster assumirá, também, o programa de sócio-torcedor, o São Paulo terá que rescindir com a Feng. Para isso, a cúpula tricolor calcula um valor de R$ 3,7 milhões.
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