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planos perigosos

De olho na China, Japão implantará mísseis de longo alcance pela primeira vez

R7

Japão vai implantar mísseis de longo alcance em território nacional pela primeira vez para reforçar sua capacidade de contra-ataque e dissuadir possíveis ataques de adversários, com foco em alvos estratégicos na China e na Coreia do Norte.

O Ministério da Defesa anunciou que os mísseis terra-navio Tipo-12 serão enviados ao Acampamento Kengun, na província de Kumamoto, a partir de março de 2026, e ao Acampamento Fuji, na província de Shizuoka, no ano fiscal de 2027.

O ministro da Defesa, Gen Nakatani, afirmou que as mobilizações são necessárias para proteger o território japonês de ameaças externas, incluindo ataques a ilhas do país. “Isso significa possuir as capacidades necessárias e suficientes para interceptar e neutralizar tais ameaças de vários locais em todo o país, independentemente de onde ocorra uma incursão”, disse Nakatani.

As implantações ocorrem em um contexto de aumento das atividades militares chinesas nas ilhas do Japão e no Oceano Pacífico, além do avanço do programa de mísseis da Coreia do Norte. As versões atualizadas do Tipo-12 terão alcance de cerca de 1.000 quilômetros, permitindo atingir o litoral da China, grande parte do Mar da China Oriental e quase toda a Coreia do Norte a partir da base de Kumamoto, no sul do arquipélago japonês.

O ministério também anunciou que variantes lançadas por navios e aeronaves entrarão em serviço no ano fiscal de 2027, um ano antes do previsto. A versão naval será instalada a bordo do contratorpedeiro Teruyuki, em Yokosuka, enquanto a versão aérea será implantada na Base Aérea de Hyakuri, em Omitama. O Japão acelerará ainda a implantação de um projétil planador hiperveloz no Campo Fuji neste ano fiscal, com expansão prevista para Hokkaido e Miyazaki em 2026.

A Estratégia de Segurança Nacional elaborada em 2022 autorizou o país a adquirir capacidades de contra-ataque, permitindo uso de força apenas quando um ataque armado já ocorreu ou é iminente, sem outra alternativa, e limitado ao mínimo necessário. Mísseis standoff, que podem atingir alvos fora do alcance do inimigo, são uma das opções previstas, embora críticos alertem que isso transforma as bases em alvos de retaliação.

A China criticou anteriormente os planos de Tóquio, classificando-os como “perigosos” e uma violação de compromissos pacifistas, enquanto a Coreia do Norte afirmou que o Japão busca se tornar uma potência militar capaz de iniciar uma guerra de invasão.

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